quarta-feira, 11 de novembro de 2020

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

 

Leia o texto abaixo e responda as questões propostas:

 

Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje,

assim calmo, assim triste, assim magro,

nem estes olhos tão vazios,

nem o lábio amargo.

 

Eu não tinha estas mãos sem força,

tão paradas e frias e mortas;

eu não tinha este coração

que nem se mostra.

 

 

Eu não dei por esta mudança,

tão simples, tão certa, tão fácil:

– Em que espelho ficou perdida

a minha face?

 

(MEIRELES, Cecília. Retrato. In: _____. Os melhores poemas de Cecília Meireles. Seleção de Maria Fernanda. 11 ed. São Paulo: Global, 1999, p. 13).

4.      No poema Retrato, a passagem do tempo é vista pelo eu lírico com: (1,5 pontos)

 

a)  Tranqüilidade / saudosismo(saudade)               b)           Alegria / surpresa

  c)Ansiedade / aceitação                                         d)Insatisfação / tristeza

Calvin – Eu não vou comer essa coisa verde!  Yeah.

Pai – Calvin, isso é uma pasta tóxica que vai te transformar em mutante.

Calvin – hum, Scrape, MMM...

Calvin – Estou sentindo, está dando certo.

Mãe – Tem que haver um jeito melhor de fazer ele comer.

 

1.      O que Calvin está fazendo?_________________________________________

 

2.      No 1º quadrinho, por que Calvin reclama da comida? ________________________________________________________________

 

3.      O pai usa o universo infantil dos desenhos televisivos. Que tipo de desenho ele usa como exemplo para convencer Calvin a jantar? ________________________________________________________________

 

4.      A mãe de Calvin concordou ou não com a atitude do pai de Calvin? Justifique. _______________________________________________________________

 

5.      Na frase: Eu não vou comer essa coisa verde! Qual o tipo de sujeito e predicado?______________________________________________________________________________________________________________________________

 

 

 

 

 

 

 

Com base na propaganda reproduzida abaixo, responda as questões abaixo:

 

O Ministério da Saúde adverte:

 

Crianças começam a fumar ao verem os adultos fumando

 

5. Considerando-se isso que o Ministério da Saúde afirma, pode-se concluir:

 

A) Existem adultos que compram cigarros em estoque.

B) Não se deve dar cigarro a quem não sabe tragar.

C) Existem adultos que dão maus exemplos a crianças.

D) Não se deve forçar um menor de idade a fumar.

 

6. A propaganda sugere que é comum crianças

 

A) fumarem menos de um maço por dia.

B) tentarem imitar os fumantes adultos.

C) adquirirem o vício antes da fase ideal.

D) incentivarem os pais a largar o vício.

 

7. A ausência do artigo AS diante do substantivo CRIANÇAS possibilita que o leitor conclua o seguinte:

 

A) Nem toda criança dá início ao hábito de fumar.

B) Criança fuma sem autorização do responsável.

C) Nem toda criança continua fumando após tornar-se adulta.

D) Criança ansiosa começa a fumar mais cedo que as outras.

 

8. Assim como o ato de ADVERTIR é denominado ADVERTÊNCIA, o ato de

 

A) descuidar é denominado descuidado.

B) benzer é denominado benzedeira.

C) capacitar é denominado capacidade.

D) perceber é denominado percepção.

 

9. Equivale ao sentido de AO VEREM:

 

A) sempre que vêem.

B) quando vêem.

C) tanto quanto vêem.

D) conquanto vêem.

 

1.      Continue a historinha de Conto Policial: Use caneta azul ou preta. Use uma folha avulsa ou o verso desta folha. Respeite os direitos humanos. Cuidado com a margem e o pingo do i. LETRA LEGIVEL.

Era mais ou menos duas horas da madrugada, quando a porta se abriu e uma lufada de vento entrou pela sala, espalhando os papeis que estavam sobre a mesa. Atrás do vento entrou um homem horrível, com cara de macaco, orelhas grandes e cabeludas. Seu olhar era de faminto e sua expressão era a de um louco. Imenso, deu dois passos em direção ao dono da casa e, estendendo a mão enorme, disse com voz rouca:

- Eu quero comer.

domingo, 10 de maio de 2020

Atividade de Redação Narrativa (Narração).

Leia o texto e faça o que se pede:

O Dia Seguinte 

“Se há alguma coisa importante neste mundo, dizia o marido, é uma empregada de confiança. A mulher concordava, satisfeita: realmente, a empregada deles era de confiança absoluta. Até as compras fazia, tudo direitinho. Tão de confiança que eles não hesitavam em deixar-lhe a casa, quando viajavam. 
Uma vez resolveram passar o fim de semana na praia. Como de costume a empregada ficaria. Nunca saía nos fins de semana, a moça. Empregada perfeita. 
Foram. Quando já estavam quase chegando à orla marítima, ele se deu conta: tinham esquecido a chave da casa da praia. Não havia outro remédio. Tinham de voltar. Voltaram. 
Quando abriram a porta do apartamento, ...

Continue esse texto, usando o discurso direto.

Mínimo: 15 linhas.

sábado, 2 de maio de 2020

Fábula. Interpretação de texto.

As fábulas são narrativas quase sempre curtas e bem-humoradas, que visam transmitir mensagens sobre o comportamento das pessoas. É uma narrativa cujas personagens são animais. Em geral, apresenta uma mensagem moralizante no final da história.


Um dos mais famosos fabulistas foi o grego Esopo que, segundo historiadores, teria vivido por no século VI antes de Cristo. Ele sabia contar histórias simples, incluindo sempre alguma lição de moral. Suas personagens geralmente eram animais.

Leia o texto abaixo e faça o que se pede:

O ratinho da cidade e o ratinho do campo


Certo dia um ratinho do campo convidou seu amigo que morava na cidade para ir visitá-lo em sua casa no meio da relva. O ratinho da cidade foi, mas ficou muito chateado quando viu o que havia para jantar: grãos de cevada e umas raízes com gosto de terra.

– Coitado de você, meu amigo! – exclamou ele. – Leva uma vida de formiga! Venha morar comigo na cidade que nós dois juntos vamos acabar com todo o toucinho deste país!

E lá se foi o ratinho do campo para a cidade. O amigo mostrou para ele uma despensa com queijo, mel, cereais, figos e tâmaras. O ratinho do campo ficou de queixo caído. Resolveram começar o banquete na mesma hora. Mas mal deu para sentir o cheirinho: a porta da despensa se abriu e alguém entrou. Os dois ratos fugiram apavorados e se esconderam no primeiro buraco apertado que encontraram. Quando a situação se acalmou e os amigos iam saindo com todo o cuidado do esconderijo, outra pessoa entrou na despensa e foi preciso sumir de novo. A essas alturas o ratinho do campo já estava caindo pelas tabelas.

– Até logo – disse ele. – Já vou indo. Estou vendo que sua vida é um luxo só, mas para mim não serve. É muito perigosa. Vou para minha casa, onde posso comer minha comidinha simples em paz.

Moral: Mais vale uma vida modesta com paz e sossego que todo o luxo do mundo com perigos e preocupações.

Do livro: Fábulas de Esopo - Companhia das Letrinhas







quarta-feira, 1 de abril de 2020

Conto Maravilhoso: A menina dos Fósforos. Interpretação de texto.

Contos maravilhosos são narrativas em que um fato ou elemento mágico, fantástico, sobrenatural, interfere no rumo da história. Originados na tradição popular, quase sempre retratam a luta de um herói ou heroína (o protagonista) contra um vilão ou vilã (o antagonista).

Leia o texto abaixo e responda o que se pede:

A menina dos fósforos


Um Conto de Hans Christian Andersen


Estava muito frio, a neve caía e já estava começando a escurecer. Era a noite do último dia do ano. Uma menina descalça e sem agasalho andava pelas ruas, no frio e no escuro. Quando atravessou correndo para fugir dos carros, a menina perdeu os chinelos que tinham sido da mãe e eram grandes demais. Um ela não achou mais e um garoto levou o outro, dizendo que ia usar como berço quando tivesse um filho. A menina já estava com os pés roxos de frio. Tinha um pacotinho de fósforos na mão e outro no bolso do avental velho.

Naquele dia não tinha conseguido vender nada e estava sem um tostão. Com frio e com fome, ela andava pelas ruas morrendo de medo. A neve caía no cabelo cacheado, mas ela não podia pensar nem no cabelo nem no frio. As casas estavam iluminadas e havia por toda parte um cheirinho gostoso de assado de Ano Novo. Era nisso que ela pensava.
Num cantinho entre duas casas, ela se encolheu toda, mas continuava sentindo muito frio. Voltar para casa, nem pensar; sem dinheiro, sem ter vendido nada, era certo o castigo do pai. Além do mais, a casa deles também era muito fria, sem forro e com o telhado cheio de furos e emendas, por onde o vento entrava assobiando.

Com as mãos geladas, pensou em acender um fósforo. Conseguiu. A chama pequenininha parecia uma vela na concha da mão. A menina se imaginou diante de uma lareira enorme, com o fogo esquentando tudo e ela também. Mas logo a chama do fósforo apagou e a lareira sumiu. Ela só ficou com um fósforo queimado na mão.

Acendeu outro que, brilhando, fez a parede ficar transparente. Ela viu a casa por dentro: a mesa posta, a toalha branca, a louça linda. O assado, o recheio, as frutas. Não é que o assado, com garfo e faca espetados, pulou do prato e veio até onde ela estava? Mas o fósforo apagou e ela só viu a parede grossa e úmida.

Acendeu mais um fósforo e se viu junto de uma belíssima árvore de Natal. Maior do que uma que tinha visto antes. Velinhas e figuras coloridas enchiam os galhos verdes. A menina esticou o braço e… o fósforo apagou. Mas as velinhas começaram a subir, a subir e ela viu que eram estrelas. Uma virou estrela cadente e riscou o céu.

— Alguém deve ter morrido.

A avó – única pessoa que tinha gostado dela de verdade e que já tinha morrido – sempre dizia: “quando uma estrela cai, é sinal de que uma alma subiu para o céu”. A menina riscou mais um fósforo e, no meio do clarão, viu a avó tão boa e tão carinhosa, contente como nunca.

— Vovó, me leva embora! Sei que você não vai mais estar aqui quando o fósforo apagar. Você vai desaparecer como a lareira, o assado e a árvore de Natal.

E foi acendendo os outros fósforos para que a avó não sumisse. Foi tanta luz que parecia dia. E a avó ali, tão bonita, tão bonita. Pegou a menina no colo e voou com ela para onde não fazia frio e não havia fome nem dor. Foram para junto de Deus.
De manhãzinha, as pessoas viram no canto entre duas casas uma menina corada e sorrindo. Estava morta. Tinha morrido de frio na última noite do ano. Nas mãos, uma caixa inteira de fósforos queimados.

— Ela tentou se esquentar, coitadinha.

Ninguém podia adivinhar tudo o que ela tinha visto, o brilho, a avó, as alegrias de um novo ano.


1. Nos contos maravilhosos, a história normalmente ocorre no passado, mas nem sempre o tempo e o lugar são descritos com exatidão. Nessa narrativa, o tempo e o lugar estão bem definidos?


2. O que o fato de a menina ser uma vendedora de fósforos nos permite deduzir, ainda, quanto à época em que se passa a história?

3. Nessa história, temos um narrador-personagem ou um narrador-observador?

4. Em relação às personagens do conto há sempre um protagonista, ou personagem principal, e um antagonista, ou vilão, que interfere de forma negativa na vida do protagonista. Quem é o protagonista da história e quais são suas características?

5. Em relação às personagens do conto há sempre um protagonista, ou personagem principal, e um antagonista, ou vilão, que interfere de forma negativa na vida do protagonista. Quem representa o antagonista ou vilão?

6. Que atitudes desse antagonista o caracterizam como um terrível vilão?

7. Inferência é tentar ver algumas informações que estão ocultas no corpo do texto e que não interferem na compreensão, ou seja, é o chamado achismo. Nesse contexto, a menina não tinha mãe?

8. Segundo o narrador, as pessoas com mais recursos comemoravam o Ano-Novo em suas casas. Por que não adiantaria a menina voltar para casa naquela noite?

9. A menina, aos poucos, vai perdendo a noção da realidade, confundindo-a com a sua imaginação. Por que a menina passou a fantasiar os fatos.

10. Como o texto é um conto maravilhoso, o que há de mais fantástico nos fatos narrados?

11. Nos contos maravilhosos há, em geral, um final feliz, quando todos os problemas se resolvem. Pode-se dizer que o conto lido apresenta também um final feliz? Por quê?

Variação linguística: Interpretação de texto.

Pode-se dizer que em um idioma existem diversas variações linguísticas. Como todas elas cumprem sua função comunicativa - permite que pessoas se comuniquem e se entendam -, não se pode dizer que uma está mais correta que a outra. Entretanto, sempre existe uma variação de maior prestígio social, a essa chamamos variedade padrão ou língua padrão ou norma culta.
Variação linguística são as variações de uma língua em uma função de origem social, regional e cultural dos falantes, e da situação comunicativa.

Leia o texto abaixo e faça o que se pede:





1. Esse é um dos muitos causos relatados em regiões do interior por contadores de histórias ou pessoas do povo. Quem são o narrador e as  personagens?


2. De que modo o narrador situa o tempo e o lugar em que os fatos ocorrerram?


3. Qual é o conteúdo desenvolvido na narração dos fatos?


4. O que o desfecho da história comprova, e como o narrador conferiu sentido humorístico ao texto?

5. Já a partir do título, observa-se que o narrador empregou uma determinada variedade linguística. Qual é?

6. Que palavras ou expressões no texto equivalem a "unha de fome"?

domingo, 29 de março de 2020

Concisão. Interpretação de texto.

Concisão: texto claro, enxuto, objetivo e que não tenha um conteúdo extenso, cheio de rodeios e termos complicados.


Na construção de um texto, não devemos estender em excesso o que desejamos dizer, para não torná-lo cansativo e pouco atraente. Um texto muito curto também pode apresentar maior dificuldade de compreensão, devido às lacunas no conteúdo. A escolha adequada das palavras é fundamental. Outro cuidado é evitar a repetição de informações e palavras, o que compromete a compreensão das ideias. Portanto, é importante sempre reler o texto depois de escrevê-lo, para substituir termos e eliminar explicações ou elementos desnecessários.

Interpretação de Texto

Leia o texto abaixo de Luis Fernando Veríssimo e responda o que se pede:



Pai não entende nada

 - Um biquíni novo?
 - É, pai.
 - Você comprou um no ano passado!
 - Não serve mais, pai. Eu cresci.
 - Como não serve? No ano passado você tinha 14 anos, esse ano tem 15. Não cresceu tanto assim.
 - Não serve, pai.
 - Está bem, está bem. Toma o dinheiro. Compra um biquíni maior.
 - Maior não, pai. Menor.

Aquele pai, também, não entendia nada.



1. Por que o pai não compreendeu a filha?


2. A diferença de gerações faz a incompreensão do texto. Justifique.


3. A mudança ocorre em todas as áreas da sociedade e nos costumes. Como isso é evidenciado no texto?


4. Vamos trabalhar a concisão substituindo as expressões destacadas por uma única palavra equivalente. Siga o modelo

O líder do grupo mostrou-se sem decisão.
O líder do grupo mostrou-se indeciso.


a) Esse escritor manauense é uma pessoa com imaginação. (imaginativa)

b) Suas palavras pareceram-me sem coerência. (incoerentes)

c) O médico era um profissional de destaque. (destacado).

d) Com a seca, a região poderia ficar sem produção. (improdutiva)

e) A adolescente tinha um olhar de contemplação. (contemplativo)

f) Após o temporal, os aeroportos ficaram sem operação. (inoperantes).

g) Hortência foi uma atleta que venceu nas quadras (vencedora)

h) A empresa que se responsabilizou pelo acidente será processada. (responsável)

i) Meu irmão tem um amigo que supervisiona obras públicas. (supervisor de)

j) O aparelho que recebia as imagens estragou de novo. (receptor de)

l) O texto que ainda não fora publicado gerou curiosidade (inédito)

m) Apresentei-lhe o jovem que nos guiou na última viagem. (guia de nossa)

n) A tolha de praia era de várias cores. (coloridas)

o) Minha prima é uma jovem de muitos amigos. (amistosa)

p) O candidato ao cargo pareceu-me ter pouca constância. (inconstante)

q) Minha mãe sempre foi uma mulher de muita determinação. (determinada)

r) Paula provou ser uma pessoa cheia de vontade. (voluntariosa)

s) Havia na enorme sala uma janela de vidros. (envidraçada)


5. Reescreva o texto abaixo, substituindo as palavras repetidas por outras equivalentes e eliminando as que forem desnecessárias.


A história dos gigantes deixou a todos sem sono, com vontade de ficar acordados, por isso decidimos improvisar de repente um teatro de marionetes. Lembro-me de que eu era ainda muito pequena, mas meus irmãos deixavam que eu participasse, segurando algum boneco. E me lembro de que, por minha causa, a brincadeira ficava ainda mais engraçada. Muitas vezes, meus pais tinham saído, e minha irmã mais velha comandava o espetáculo. Organizávamos o palco que tinha uma cortina improvisada; acho que era um lençol esticado e comprido. Os movimentos e as falas dos bonecos eram inventadas a cada espetáculo e tinham como inspiração as brigas e brincadeiras do cotidiano, ou as manias de alguns conhecidos ou amigos.

E-mail: Interpretação de Texto

E-mail: gênero textual utilizado para a troca de mensagens pela internet, com o objetivo de comunicar a alguém um assunto pessoal ou profissional. É uma mensagem enviada e recebida por intermédio de um sistema de correio eletrônico. A linguagem varia de acordo com a situação comunicativa: pode ser formal ou informal. Apresenta a estrutura-padrão da carta e, em geral, os parágrafos são curtos.






1. Observe a estrutura do e-mail. Em que aspectos ele se assemelha à carta pessoal?

R. Existe a data, o vocativo, o texto, a despedida e a assinatura.

2. Qual é o assunto do e-mail e o objetivo da mensagem?

R. O assunto é foto para materiais de divulgação. O objetivo é solicitar uma fotografia da destinatária para uma campanha de divulgação do editorial.

3. Os endereços eletrônicos do remetente e do destinatário vem antes do vocativo, no cabeçalho do e-mail. Quais são?

R. Remetente Felipe. Destinatário: Luiza.

4. Qual é o tipo de linguagem empregada nesse e-mail? Por quê?

R. A linguagem é formal, porque as pessoas não tem intimidade entre si.

Cartão-postal: Interpretação de texto.

Cartão-postal é um gênero textual utilizado no cotidiano para a comunicação escrita com amigos e familiares, especialmente em viagens. A carta pessoal (ou familiar) também pode ser usada na comunicação entre amigos e familiares, assim como o bilhete, o convite, o e-mail e o telegrama, também é uma correspondência breve, em geral sobre impressões de viagem. Na frente do postal, há normalmente uma imagem do lugar visitado e, no verso, espaço para a mensagem e o endereço do destinatário.






1. Nesses tipos de correspondências, quem envia a comunicação recebe o nome de remetente, e quem recebe o que é enviado é chamado de destinatário. Identifique o remetente e o destinatário do cartão-postal.

R. Remetente: Renato. Destinatário: Marina.

2. A imagem do cartão-postal retrata, em geral, um ponto turístico do lugar que o remetente está visitando. No verso da imagem, há dois espaços em branco. Qual é a finalidade do espaço à esquerda e da direita?

R. O da Esquerda é para a mensagem sobre o lugar e a viagem ou alguma notícia. O da direita é para o endereçamento do destinatário.

3. Denomina-se vocativo o chamamento inicial com o nome do destinatário (Olá, Marina). No início da mensagem, também se costuma usar somente o nome do destinatário, seguido ou não de pontuação (ponto-final, vírgula, dois-pontos). Se houver uma saudação, também se pode empregar o ponto de exclamação. Que elementos são usados no vocativo do cartão em estudo? Por quê? E na parte final?

R. O nome do destinatário vem com a expressão Olá com ponto de exclamação, uma saudação informal do remetente. Na despedida tem o uso da vírgula.

4. Nem sempre a mensagem do cartão-postal apresenta o local, uma vez que muitos já trazem, impresso no verso, o nome do ponto turístico. Quanto à linguagem, que tipo foi empregado nesse carta? Por quê?

R. A linguagem é informal, porque são amigos.

Gênero Textual: Epistolar. Tipo Textual: Diário.

Diário: é um texto narrativo de caráter pessoal, em que registramos fatos de nosso cotidiano, nossas ideias e emoções e, também, nossos segredos.






1. O diário é um gênero textual cujo leitor, quase sempre, é o autor que relata seu próprio cotidiano. Com que objetivo Anne Frank teria escrito seu diário?

R. Para ocupar seu tempo nesse período de guerra, para ser seu livro de memórias.

2. Em geral, a página do diário apresenta data, mesmo quando o texto não é muito longo; e em seguida o vocativo, a quem o autor se dirige, que nem sempre é real, normalmente, é o próprio diário. Releia a data em que Anne Frank escreveu essa página do diário. O que chama a atenção?

R. O pouco tempo que ela tinha ganhado o diário de presente, pois os pais sabiam que seria útil.

3. Pelo vocativo "Querida Kitty", Anne se refere a um ser fictício inventado por ela. Explique por que a adolescente teria escolhido dar um nome a seu interlocutor.

R. Uma forma de a garota falar de coisas íntimas, sem ter que revelá-las diretamente a uma pessoa real, de fato.

4. Observe que no texto ou corpo do diário de Anne há o relato de fatos do cotidiano dos morados do sótão. Que fatos Anne Frank registra na data apresentada?

R. A construção de uma estante de livros para ocultar a entrada do esconderijo e dar mais segurança aos ocupantes do sótão, o improvisado acolchoamento do batente da porta; as férias escolares impostas pela situação, o cabelo lavado de Peter, os atritos de Anne com um dos moradores e com sua mãe, a antipatia por Peter, o carinho que sente pelo pai e a cama dobrável no sótão.

5. Mesmo em uma situação adversa, Anne Frank nos passa uma lição de vida. Por quê?

R. Ela sabia enxergar algo de bom, ao dizer: "Quanto ao resto, as coisas vão melhorando". E, no final, ela fala do "dia lindo lá fora, bonito e quente", que foi aproveitado ao máximo.

6. A linguagem empregada no texto esta´adequado a situação?

R. Como o livro foi traduzido para mais de setenta países e representa um documento histórico, ele está em linguagem formal, portanto passou por modificações e ajustes no texto. No entanto, sabe-se que o diário é algo mais informal.


7. Em que tempo verbal foi escrito o diário? Por quê?

R. No presente e no pretérito perfeito do indicativo, pois mostram os fatos ainda em curso ou que ocorreram no passado recente.

sexta-feira, 27 de março de 2020

Gênero Textual Epistolar - Tipo Textual: Carta Pessoal. Interpretação.

Carta Pessoal é um tipo de correspondência utilizado na comunicação escrita com amigos e familiares. A carta é elaborada por um remetente e enviada a um destinatário. Costuma apresentar local, data, vocativo, texto, despedida e assinatura.


Leia a carta pessoal abaixo e responda o que se pede:


1. A carta pessoal é um gênero textual utilizado na comunicação escrita entre pessoas, para o relato de experiências vividas. Uma das características é a presença do remetente e do destinatário. Quem é o remetente e o destinatário da carta acima?

R. Remetente é B. e o destinatário é Clara.

2. Em geral, o local, data e vocativo (nome do destinatário) estão presentes no início das cartas pessoais. Identifique esses elementos na carta lida.

R. Local: Rio de Janeiro, Data: só existe o mês e o vocativo é Clara.

3. Outra característica da carta é o assunto. O que é relatado nessa carta/texto?

R. A diferença entre homens e mulheres, a viagem ao Vale do Pavão, o tipo de roupa que vai levar, a aprovação na escola, saudades da amiga.

4. Observe a despedida, no final da carta. De acordo com a intimidade entre as pessoas, a despedida pode ser mais formal e respeitosa ou mais informal e próxima. Por que nessa carta a despedida é informal e familiar?

R. Porque são amigas. 

5. Como a linguagem da carta é informal, que termos e expressões confirmam essa característica?

R Uau, ver a cara de pau, danei de estudar, com o coração aos pulos.

6. Às vezes, nos esquecemos de colocar algum fato importante na carta, mas é possível incluir isso após a despedida e assinatura. Isso recebe o nome de P.S. (post scriptum, expressão latina que significa depois de escrito). O que o remetente esqueceu de colocar no corpo da carta?

R. O bolo de fubá e a novidade prometida pela amiga.

Leitura e Interpretação de Texto

A mensagem chega ao destino

MOACYR SCLIAR

"Sou um garoto de 14 anos e vivo na Bélgica. Não sei se você é uma criança, uma mulher ou um homem. Navego em um barco de 18 metros." Assim o belga Olivier Vanderwalle começou, em 1977, a escrever uma mensagem para colocá-la em uma garrafa, enquanto navegava pela costa sul da Inglaterra. Vanderwalle passava as férias a bordo do barco de sua família quando teve a ideia de escrever o texto. Arrancou uma página de um livro de exercícios e achou uma garrafa de vinho que serviria para seu intento.Mais de três décadas depois, a britânica Lorraine Yates encontrou a garrafa na praia de Swanage, em Dorset, localizou o autor através do Facebook e com ele entrou em contato.
Mundo, 2 de Maio de 2010. 




PACOTES pelo correio era coisa que ele raramente recebia, sobretudo um pacote vindo de outro país e enviado por uma pessoa para ele desconhecida, uma mulher com nome inglês.

Abriu-o, intrigado, e, de imediato, a emoção invadiu-lhe o coração: estava reconhecendo a velha e amarelada folha de papel que ali estava. Era a sua letra: uma carta que tinha escrito décadas antes, quando navegava com o pai num barco ao longo da costa europeia.
Uma missiva sem destinatário específico, como essas que os náufragos muitas vezes enviam. Como os náufragos, tinha colocado a carta numa garrafa que jogara ao mar.
Diferente dos náufragos, contudo, não o fizera movido pelo desespero; afinal, não estava numa ilha deserta, lutando pela sobrevivência; estava passeando com o pai e se divertindo bastante. Por que, então, escrevera aquele texto?
Relendo-o, deu-se conta: era, na verdade, uma carta escrita para o futuro, uma espécie de declaração de intenções, um plano de vida.
Aos 14 anos, ele anunciava para seu desconhecido correspondente ("Não sei se você é uma criança, uma mulher ou um homem") seus projetos para o futuro. E eram projetos muito ambiciosos, isso tinha de reconhecer. Naquela época fazia música, tocava guitarra elétrica e dirigia uma banda à frente da qual, disso estava certo, em breve conquistaria o mundo: o grupo seria o sucessor dos Beatles.
Ficaria muito rico, teria um iate gigantesco (muito maior que o do pai) e percorreria os mares dando festas e jogando ao mar garrafas de caro champanhe -mas sem nenhuma mensagem dentro, claro.
Infelizmente isso não tinha ocorrido. O grupo se desfizera; ele, desiludido, acabara por desistir da carreira musical. O pai, mal sucedido nos negócios, não lhe deixara herança. Forçado a ganhar a vida, acabara por se tornar garçom, e era disso que vivia. A velhice se aproximava e ele já não tinha qualquer esperança de conquistar fama e fortuna.
Em suma, a carta era o testemunho de seu fracasso. Que culminava com o último parágrafo, no qual falava da mulher de seus sonhos: loira, bonita, olhos claros, covinhas. Mas a moça com quem casara, e da qual estava separado, era muito diferente: morena, olhos escuros, sem covinhas.
Com a carta, vinha uma foto da remetente. E aí de repente sentiu renascer o sonho de sua juventude. Porque era o retrato de uma moça loira, bonita, de olhos claros. Ah, sim, e tinha covinhas.
Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1005201004.htm>. Acesso em: 22 de març de 2020.



1. Nessa crônica, o escritor se baseou em uma notícia publicada no Jornal Folha de S. Paulo em 2010. Observe o que o texto inicial, entre aspas, representa o trecho de uma carta. Em seguida, a notícia contextualiza a mensagem. Por que o adolescente de 14 anos teria escrito essa carta?

R. Ele estava tentando partilhar seus sonhos com alguém por estar se sentindo sozinho em alto-mar.

2.  Na notícia, os dados e as referências são verídicos. Quem é o remetente da carta e quem é o destinatário?

R. Remetente belga Olivier Vandevalle, escreveu a carta com 14 anos. O destinatário pode ser qualquer pessoa que encontrar a mensagem.

3. Moacyr imaginou como seria a reação de Olivier ao receber, depois de tantos anos, a carta que colocara na garrafa. Como reagiu Olivier, personagem da crônica, ao receber a carta?

R. O escritor imagina a personagem muito emocionado, pois talvez o personagem tenha se esquecido da carta e da possibilidade de alguém encontrar.

4. A velha e amarelada folha de papel com sua letra trouxe lembranças à personagem. Eram recordações felizes?

R. Em partes, pois a personagem era jovem e tinha muitos sonhos e estava de férias com a família, navegando na costa da Inglaterra.

5. No texto, o cronista compara a atitude de Olivier com a dos náufragos. Isso porque:

a) Olivier teve receio de ficar perdido em alto-mar como eles.
b)  Ele julgou mais emocionante agir como se fosse um náufrago.
c) O jovem belga teve uma ideia semelhante a dos náufragos. X
d) Ele queria ser resgatado no mar como os náufragos.

6. Observe que a personagem procura se lembrar do motivo que a levou a escrever aquela carta. O que representa a "carta escrita para o futuro"?

R. Era uma declaração de intenções, um plano de vida, um roteiro de uma vida feliz, no qual estavam listados os sonhos mais almejados.

7. Por que a personagem, ainda tão jovem, preocupou-se em narrar seu "plano de vida"?

R. Ele por está em lugar distante e em alto-mar precisou registrar naquele momento todos os seus sonhos.

8. Segundo o texto, a personagem parecia percorrer o caminho certo para ter uma carreira como músico. No texto, o que explica o fato de esse sonho não ter se concretizado?

R. Os projetos de adolescentes não foram efetivados porque talvez a banda tivesse se acabado ou a família estava com problemas financeiros e ele desistiu da ideia.

9. Além de sonho profissional, a personagem também pode recordar, pela leitura da carta, que a mulher de seus sonhos era outra. Que relação há entre o título da crônica e o desfecho da narrativa?

R. Após tantos anos perdidos, a mensagem da personagem parece encontrar finalmente o destinatario certo, a moça loira de covinhas.

PROVA IREC

  TRIMESTRE 2º Professor MARCONILDO VIEGAS Componente Curricular LST Área de Co...