quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO LENDA ORIENTAL APRENDE A ESCREVER NA AREIA

 

Leia o texto e responda o que se pede:

 

APRENDE A ESCREVER NA AREIA

Malba Tahan

(Lenda oriental)

 

Dois amigos, Mussa e Nagib, viajavam pelas extensas estradas que circulam as tristes e sombrias montanhas da Pérsia. Ambos se faziam acompanhar de seus ajudantes, servos e caravaneiros.

Chegaram, certa manhã, às margens de um grande rio, barrento e impetuoso, em cujo seio a morte espreitava os mais afoitos e temerários.

Era preciso transpor a corrente ameaçadora. Ao saltar, porém, de uma pedra, o jovem Mussa foi infeliz. Falseando-lhe o pé, precipitou-se no torvelinho espumejante das águas em revolta. Teria ali perecido, arrastado para o abismo, se não fosse Nagib.

Este, sem um instante de hesitação, atirou-se à correnteza e, lutando furiosamente, conseguiu trazer a salvo o companheiro de jornada.

- Que fez Mussa ?

Chamou, no mesmo instante, os seus mais hábeis servos e ordenou-lhes gravassem na face mais lisa de uma grande pedra, que perto se erguia, esta legenda admirável:

"Viandante! Neste lugar, durante uma jornada, Nagib salvou, heroicamente, seu amigo Mussa".

Isto feito, prosseguiram, com suas caravanas, pelos intérminos caminhos de Allah.
Alguns meses depois, de regresso às terras, novamente se viram forçados a atravessar o mesmo rio, naquele mesmo lugar perigoso e trágico.

E, como se sentissem fatigados, resolveram repousar algumas horas à sombra acolhedora do lajedo que ostentava bem no alto a honrosa inscrição.

Sentados, pois, na areia clara, puseram-se a conversar.
Eis que, por um motivo fútil, surge, de repente, grave desavença entre os dois companheiros. Discordaram. Discutiram. Nagib, exaltado, num ímpeto de cólera, esbofeteou, brutalmente, o amigo. Que fez Mussa? Que farias tu, em seu lugar? Mussa não revidou a ofensa. Ergueu-se e, tomando, tranquilo, o seu bastão, escreveu na areia clara, ao pé do negro rochedo:

"Viandante! Neste lugar, durante uma jornada, Nagib, por motivo fútil, injuriou, gravemente, o seu amigo Mussa".

Surpreendido com o estranho proceder, um dos ajudantes de Mussa observou respeitoso:
- Senhor! Da primeira vez, para exaltar a abnegação de Nagib, mandaste gravar, para sempre, na pedra, o feito heróico. E agora, que ele acaba de ofender-vos, tão gravemente, vós vos limitais a escrever na areia incerta, o ato de covardia! A primeira legenda, ó cheique, ficará para sempre.

Todos os que transitarem por este sítio dela terão notícia. Esta outra, porém, riscada no tapete de areia, antes do cair da tarde, terá desaparecido, como um traço de espumas entre as ondas buliçosas do mar. 

Respondeu Mussa: - É que o benefício que recebi de Nagib permanecerá, para sempre, em meu coração. Mas a injúria. . . essa negra injúria... escrevo-a na areia, com um voto, para que, se depressa daqui se apagar e desaparecer, mais depressa, ainda, desapareça e se apague de minha lembrança!

- Assim é, meu amigo! Aprende a gravar, na pedra, os favores que receberes, os benefícios que te fizerem, as palavras de carinho, simpatia e estimulo que ouvires.

Aprende, porém, a escrever, na areia, as injúrias, as ingratidões, as perfídias e as ironias que te ferirem pela estrada agreste da vida.
Aprende a gravar, assim, na pedra; aprende a escrever, assim, na areia... e serás feliz.

Disponível em: <http://www.portaldafamilia.org/artigos/texto025.shtml>. Acesso em: 09/05/2011.

 

4.     Com que expressão personificada (com características humanas) o narrador acentua os perigos do grande rio barrento e impetuoso?

 

a)     Exaltar a abnegação de Nagib; exaltado, num ímpeto de cólera, esbofeteou, brutalmente.

b)    A corrente ameaçadora; no torvelinho espumejante das águas em revolta.

c)     Aprende, porém, a escrever, na areia, as injúrias, as ingratidões.

d)    O benefício que recebi de Nagib permanecerá, para sempre.

e)     “Neste lugar, durante uma jornada, Nagib, por motivo fútil, injuriou, gravemente, o seu amigo Mussa"

 

5.     Segundo o narrador, a queda de Mussa foi causada por nervosismo, temor ou arrojamento (precipitação, ousadia)? Justifique.

 

a)     Por arrojamento (precipitação/ousadia), uma vez que ele não pensou que nada podia acontecer.

b)    Por nervosismo ao passar na estrada e a morte espreita os mais afoitos e temerários

c)     Por encorajamento, uma vez que os servos mandaram-no pular no rio.

d)    Por esquecimento, uma vez que ele estava olhando as estrelas.

e)     Por displicência, uma vez que ele estava apaixonado pela donzela do vilarejo que passaram.

 

6.     Por que Mussa gravou a injuria de Nagib na areia?

 

a)     Para que sua lembrança fosse permanente.

b)    Para que sua lembrança fosse gravada na pedra.

c)     Para que sua lembrança fosse vista por todos que passassem por ali.

d)    Para que sua lembrança fosse passageira.

e)     Para que todos os viandantes pudessem ver escrito permanentemente.

 

7.     O que fez Mussa para que a lembrança da gratidão a Nagib não fosse efêmera (passageira)?

 

a)     Mandou gravar o ato de Nagib na areia da praia.

b)    Mandou gravar o ato de Nagib na face mais lisa de uma grande pedra.

c)     Mandou gravar o ato de Nagib na folha mais fina de papel.

d)    Mandou gravar o ato de Nagib no papiro do rei.

e)     Mandou gravar o ato de Nagib na própria pele como tatuagem.

 

8.    Qual a situação final da narrativa? Ele encerra a lição? Ela é verossímil ou fictícia?

 

a)     Devemos deixar vivo as ingratidões e os benefícios recebidos e esquecer as boas ações. É um texto verossímil.

b)    Devemos deixar no mundo do esquecimento os benefícios recebidos e perpetuar as ingratidões. É um texto verossímil.

c)     Devemos entregar nas mãos do destino as ingratidões e esquecer as gratidões. É um texto verossímil.

d)    Devemos perpetuar os malfeitos recebidos e esquecer as gratidões. É um texto inverossímil.

e)     Devemos perpetuar os benefícios recebidos e esquecer as ingratidões. É um texto inverossímil.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

PROVA

 

Leia o texto e faça o que se pede:

 

Eu, hein?... nem morta!

Luis Fernando Verissimo

 

Era uma vez... numa terra muito distante... uma princesa linda, independente e cheia de autoestima.

Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico... Então, a rã pulou para o seu colo e disse:

— Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e

transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo. A tua mãe poderia vir morar

conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...

Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:

— Eu, hein?... nem morta!

Disponível em: <http://pensador.uol.com.br/cronicas_de_luis_fernando_verissimo>. Acesso em: 15 fev. 2019

 

1. Na frase “e transformei-me nesta rã asquerosa”, o termo asquerosa significa o mesmo que:

a) corajosa.

b) irreconhecível.

c) solitária.

d) nojenta.

 

2. A passagem que produz o efeito de humor no desfecho dessa história é:

a) “poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo”.

b) “A tua mãe poderia vir morar conosco”.

c) “enquanto saboreava pernas de rã sautée”.

d) “seríamos felizes para sempre...”

 

3 Releia o parágrafo inicial: “Era uma vez... numa terra muito distante... uma princesa linda, independente e cheia de autoestima”. As reticências indicam que:

a) o autor não sabe o que vai dizer.

b) o autor faz interrupções para introduzir a frase que provoca impacto.

c) o narrador é a princesa.

d) todos os contos de fadas começam com reticências.

 

Leia o texto e faça o que se pede:

 

De patinho feio a cisne

Flávia Foreque

 

Em 2010, quando desembarcou em Moscou para estudar na Escola do Teatro Bolshoi, David Motta Soares enfrentou uma de suas “piores semanas no país”. Aos 13 anos, sem falar inglês ou russo, viu-se sozinho em recesso das aulas da renomada companhia de dança.

“Fiquei sem fazer nada e não conhecia ninguém. Foi um sufoco total. Eu me perguntei durante o ano inteiro: ‘O que estou fazendo aqui?’”, lembra em entrevista à Folha, por telefone.

Hoje a dúvida já não passa pela cabeça do rapaz: aos 18 anos, é o primeiro brasileiro a concluir os estudos na sede do Bolshoi e já recebeu o convite para atuar na companhia, a partir de setembro.

Outros três brasileiros, formados na filial do Brasil, integram atualmente o corpo de baile. “Aqui estamos sempre em contato com os bailarinos do teatro, é uma inspiração para nós. E os professores estão sempre contando história dos bailarinos antigos e de agora”, relata. Filho de um guarda municipal e de uma auxiliar de serviços gerais, David ingressou na carreira por acaso, ao acompanhar a prima em uma aula de dança em Cabo Frio (RJ), em sua cidade natal.

Uma de suas apresentações, registrada em vídeo, chamou a atenção de um olheiro. Após participar de curso de verão no Bolshoi de Nova York, David foi convidado a se mudar para Moscou.

[...]

Folha de S.Paulo. São Paulo, 6 maio 2015. Ilustrada, p. C1.

 

4. De acordo com o texto, David é:

a) bailarino junto com a prima em Cabo Frio.

b) um bailarino brasileiro em Nova York.

c) um dos três bailarinos brasileiros em Moscou.

d) um bailarino brasileiro em Moscou.

 

5. O texto que você leu tem por objetivo:

a) informar dados sobre a carreira de um bailarino.

b) relatar como foi o início da carreira de David como bailarino.

c) alertar como é difícil vencer profissionalmente na Rússia.

d) relatar as viagens de David como bailarino.

 

Leia o texto e responda o que se pede:

 

Palavras emprestadas

Ivan Ângelo

[...]

Quando me alfabetizei, em 1943, havia cerca de 40 000 palavras dicionarizadas no português, segundo Domício Proença Filho, da Academia Brasileira de Letras. Hoje, são mais de 400 000; alguns filólogos estimam em 600 000. Ora, leitora, de onde brotaram tantas palavras? Dos novos hábitos da população, das inovações tecnológicas, das migrações, das gírias, dos estrangeirismos. [...]

Na maioria dos casos, usa-se o estrangeirismo por necessidade. Há palavras estrangeiras inevitáveis, porque designam coisas novas com mais exatidão e rapidez: airbag, shopping center, e-mail, flash, paparazzi, smoking, slide, outdoor, jazz, rock, funk, marketing, stand-by, chip, overdose, replay, videogame, piercing, rush, checkup, blush, fashion — e milhares de outras. Havia inevitáveis que acabaram se adaptando. Já tivemos goal-keeper (goleiro), goal (gol; o Estadão escrevia “goal” até os anos 1960), offside (impedimento, impedido), corner (escanteio), volleyball (voleibol, vôlei), basketball (basquete), surf (surfe) — e tantas outras.

Centenas delas ficaram bem à vontade quando aportuguesadas: uísque, gol, futebol, lanchonete, drinque, iogurte, chique, conhaque, cachê, omelete, bife, toalete, clube, gangue, ringue, garçom, lorde, picles, filme, time, sanduíche, cachorro-quente, lanche, avião, televisão — e por aí vai. [...]

Um grande número delas é dispensável, entra na conta dos pedantes, pois para dizer o que elas querem dizer temos boas palavras nossas de uso corrente: sale, off, hair dresser, suv, personal trainer, laundry, pet shop, fast-food, ice, freezer, prêt-à-porter, on-line, mailing list, bullying... [...]

 

ÂNGELO, Ivan. Palavras emprestadas. Veja, 20 maio 2011. Adaptado de: <vejasp.abril.com.br/materia/palavras-emprestadas/>. Acesso em: 14 fev. 2019.

 

6.Assinale a(s) alternativa(s) que está(ão) de acordo com o posicionamento do autor da crônica. O estrangeirismo é:

a)                 causa dos novos hábitos da população, das inovações tecnológicas, das migrações, das gírias.

b)                 consequência dos novos hábitos da população, das inovações tecnológicas, das migrações, das gírias.

c)                 um uso necessário na sociedade atual.

d) um uso desnecessário na sociedade atual.

 

7.O uso dos estrangeirismos vem do fato de:

a) eles nomearem coisas novas para se demonstrar cultura.

b) haver necessidade de termos novos na comunicação diária.

c) já existirem outras palavras semelhantes na língua portuguesa.

d) o falante ridicularizar quem desconhece termos de outra língua.

 

8. Segundo o autor, o uso do estrangeirismo é, em geral:

a) benéfico, porque amplia o número de palavras existentes na língua materna.

b) prejudicial, porque reduz o número de palavras existentes na língua materna.

c) benéfico, porque torna todo falante nativo um poliglota.

d) prejudicial, porque desrespeita as origens da língua portuguesa.

 

9.    Indique a opção correta, no que se refere à Voz Verbal:

 

a)    Os alunos estavam na sala de aula. (voz passiva)

b)    O exercício foi feito por ele. (voz ativa)

c)    O exercício foi feito por ele. (voz passiva)

d)    O carro foi lavado por ela. (voz ativa)

e)    Fui eu que abriu o portão para o agente. (voz passiva)

 

10.  Assinale a alternativa em que a voz verbal está correta:

 

a)    O carro foi lavado por Maria. (voz passiva)

b)    As portas estavam meio abertas. (voz passiva)

c)    Os tratados luso-brasileiros foram assinados por nós. (voz ativa)

d)    Todos estavam presentes, menos as pessoas que deveriam estar. (voz reflexiva)

e)    Vossa Excelência deve estar preocupado, Senhor Ministro, pois não conseguiu a aprovação dos tratados financeiros-comerciais. (voz reflexiva)

 

 

 

 

Boa Prova!

PROVA

 

Leia o texto e responda o que se pede:

 

Palavras emprestadas

Ivan Ângelo

[...]

Quando me alfabetizei, em 1943, havia cerca de 40 000 palavras dicionarizadas no português, segundo Domício Proença Filho, da Academia Brasileira de Letras. Hoje, são mais de 400 000; alguns filólogos estimam em 600 000. Ora, leitora, de onde brotaram tantas palavras? Dos novos hábitos da população, das inovações tecnológicas, das migrações, das gírias, dos estrangeirismos. [...]

Na maioria dos casos, usa-se o estrangeirismo por necessidade. Há palavras estrangeiras inevitáveis, porque designam coisas novas com mais exatidão e rapidez: airbag, shopping center, e-mail, flash, paparazzi, smoking, slide, outdoor, jazz, rock, funk, marketing, stand-by, chip, overdose, replay, videogame, piercing, rush, checkup, blush, fashion — e milhares de outras. Havia inevitáveis que acabaram se adaptando. Já tivemos goal-keeper (goleiro), goal (gol; o Estadão escrevia “goal” até os anos 1960), offside (impedimento, impedido), corner (escanteio), volleyball (voleibol, vôlei), basketball (basquete), surf (surfe) — e tantas outras.

Centenas delas ficaram bem à vontade quando aportuguesadas: uísque, gol, futebol, lanchonete, drinque, iogurte, chique, conhaque, cachê, omelete, bife, toalete, clube, gangue, ringue, garçom, lorde, picles, filme, time, sanduíche, cachorro-quente, lanche, avião, televisão — e por aí vai. [...]

Um grande número delas é dispensável, entra na conta dos pedantes, pois para dizer o que elas querem dizer temos boas palavras nossas de uso corrente: sale, off, hair dresser, suv, personal trainer, laundry, pet shop, fast-food, ice, freezer, prêt-à-porter, on-line, mailing list, bullying... [...]

 

ÂNGELO, Ivan. Palavras emprestadas. Veja, 20 maio 2011. Adaptado de: <vejasp.abril.com.br/materia/palavras-emprestadas/>. Acesso em: 14 fev. 2019.

 

1.                  Assinale a(s) alternativa(s) que está(ão) de acordo com o posicionamento do autor da crônica. O estrangeirismo é:

a)                 causa dos novos hábitos da população, das inovações tecnológicas, das migrações, das gírias.

b)                 consequência dos novos hábitos da população, das inovações tecnológicas, das migrações, das gírias.

c)                 um uso necessário na sociedade atual.

d) um uso desnecessário na sociedade atual.

 

2.                  O uso dos estrangeirismos vem do fato de:

a) eles nomearem coisas novas para se demonstrar cultura.

b) haver necessidade de termos novos na comunicação diária.

c) já existirem outras palavras semelhantes na língua portuguesa.

d) o falante ridicularizar quem desconhece termos de outra língua.

 

3. Segundo o autor, o uso do estrangeirismo é, em geral:

a) benéfico, porque amplia o número de palavras existentes na língua materna.

b) prejudicial, porque reduz o número de palavras existentes na língua materna.

c) benéfico, porque torna todo falante nativo um poliglota.

d) prejudicial, porque desrespeita as origens da língua portuguesa.

 

4.    Indique a opção correta, no que se refere à concordância verbal, de acordo com a norma culta:

 

a)    Haviam muitos alunos esperando a hora da prova.

b)    Choveu flocos de neve na serra gaúcha.

c)    Faz anos que a equipe do IBAMA não vem aqui.

d)    Bateu quatro horas quando o ele chegou.

e)    Fui eu que abriu o portão para o agente.

 

5.  Assinale a alternativa em que a concordância nominal está correta:

 

a)    Seguem anexas as certidões solicitadas.

b)    As portas estavam meias abertas.

c)    Os tratados lusos-brasileiros foram assinados.

d)    Todos estavam presentes, menas as pessoas que deveriam estar.

e)    Vossa Excelência deve estar preocupado, Senhor Ministro, pois não conseguiu a aprovação dos tratados financeiros-comerciais.

 

Leia o texto e faça o que se pede:

 

Eu, hein?... nem morta!

Luis Fernando Verissimo

 

Era uma vez... numa terra muito distante... uma princesa linda, independente e cheia de autoestima.

Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico... Então, a rã pulou para o seu colo e disse:

— Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e

transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo. A tua mãe poderia vir morar

conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...

Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:

— Eu, hein?... nem morta!

Disponível em: <http://pensador.uol.com.br/cronicas_de_luis_fernando_verissimo>. Acesso em: 15 fev. 2019

 

6. Na frase “e transformei-me nesta rã asquerosa”, o termo asquerosa significa o mesmo que:

a) corajosa.

b) irreconhecível.

c) solitária.

d) nojenta.

 

7. A passagem que produz o efeito de humor no desfecho dessa história é:

a) “poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo”.

b) “A tua mãe poderia vir morar conosco”.

c) “enquanto saboreava pernas de rã sautée”.

d) “seríamos felizes para sempre...”

 

8 Releia o parágrafo inicial: “Era uma vez... numa terra muito distante... uma princesa linda, independente e cheia de autoestima”. As reticências indicam que:

a) o autor não sabe o que vai dizer.

b) o autor faz interrupções para introduzir a frase que provoca impacto.

c) o narrador é a princesa.

d) todos os contos de fadas começam com reticências.

 

Leia o texto e faça o que se pede:

 

De patinho feio a cisne

Flávia Foreque

 

Em 2010, quando desembarcou em Moscou para estudar na Escola do Teatro Bolshoi, David Motta Soares enfrentou uma de suas “piores semanas no país”. Aos 13 anos, sem falar inglês ou russo, viu-se sozinho em recesso das aulas da renomada companhia de dança.

“Fiquei sem fazer nada e não conhecia ninguém. Foi um sufoco total. Eu me perguntei durante o ano inteiro: ‘O que estou fazendo aqui?’”, lembra em entrevista à Folha, por telefone.

Hoje a dúvida já não passa pela cabeça do rapaz: aos 18 anos, é o primeiro brasileiro a concluir os estudos na sede do Bolshoi e já recebeu o convite para atuar na companhia, a partir de setembro.

Outros três brasileiros, formados na filial do Brasil, integram atualmente o corpo de baile. “Aqui estamos sempre em contato com os bailarinos do teatro, é uma inspiração para nós. E os professores estão sempre contando história dos bailarinos antigos e de agora”, relata. Filho de um guarda municipal e de uma auxiliar de serviços gerais, David ingressou na carreira por acaso, ao acompanhar a prima em uma aula de dança em Cabo Frio (RJ), em sua cidade natal.

Uma de suas apresentações, registrada em vídeo, chamou a atenção de um olheiro. Após participar de curso de verão no Bolshoi de Nova York, David foi convidado a se mudar para Moscou.

[...]

Folha de S.Paulo. São Paulo, 6 maio 2015. Ilustrada, p. C1.

 

9. De acordo com o texto, David é:

a) bailarino junto com a prima em Cabo Frio.

b) um bailarino brasileiro em Nova York.

c) um dos três bailarinos brasileiros em Moscou.

d) um bailarino brasileiro em Moscou.

 

10. O texto que você leu tem por objetivo:

a) informar dados sobre a carreira de um bailarino.

b) relatar como foi o início da carreira de David como bailarino.

c) alertar como é difícil vencer profissionalmente na Rússia.

d) relatar as viagens de David como bailarino.

 

 

PROVA IREC

  TRIMESTRE 2º Professor MARCONILDO VIEGAS Componente Curricular LST Área de Co...