quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Interpretação de texto. Intertextualidade. Cantiga Trovadoresca. Texto musical. Gil Vicente.

Leia o texto abaixo e marque um X na opção certa:

Mulher de quarenta
                                                                                        Lya Luft

Houve um tempo em que a mulher interessante era a de 30 anos. Naquele instante especial, logo antes – para aquela época – de começar a derrocada, de ela se transformar em uma matrona chata.
A mulher de 40 anos emergiu há poucas décadas por todo o mundo ocidental. Criados os filhos, consolidado – ou acabado – o casamento, permitiam-se voos mais altos, ou revoadas fora do ninho doméstico. Surgiram assim artistas plásticas, escritoras, amantes. Ou apenas mulheres que se descobriam capazes de pensar, trabalhar, viajar. Questionar-se, questionar vida e valores.
Algumas num tom lamurioso, outras num tom ressentido, outras, ainda alegres ao abrir janelas de possibilidades. Muitas, ainda, não mudando grande coisa, a mesma casa, o mesmo companheiro, os mesmos filhos, as mesmas amigas. Mas, dentro de si, um novo olhar sobre tudo isso e o mundo lá fora. Às vezes até um olhar mais amoroso. Amor com mais alegria: o que existe melhor que isso?
A mulher de 40 anos apenas começa a viver. Apenas começa a acumular alguma bagagem de vida; é mais capaz de autoconhecimento, de contemplação das coisas e, simultaneamente, de mais abertura para fora. Olhar o outro sem a toda hora testar: estou linda, estou desejável, estou dentro dos padrões, sou gostosa, pareço inteligente?
Abrir as asas exige, para ser bom, certa serenidade, um vago equilíbrio, ou cedo as asas vão se derreter ao sol, e a gente despenca, quebrando a cara como não imaginava. Exige certa esperteza boa. A mulher de 40 anos, a que se preza, é uma bruxa divertida, que voa na sua vassoura turbinada, feliz com a visão que tem quando, lá no alto, gira sobre os telhados e sobre as cabeças.
                                                                                                                                Revista Veja, 7 de novembro de 2007.


1.       Ultrapassa o texto a informação segundo a qual:
[A] O ápice (pico) da vida da mulher dava-se até os 30 anos.
[B] A partir dos trinta anos a mulher tornava-se aborrecida.
[C] Houve uma mudança revolucionária na vida da mulher.
[D] Recentemente as mulheres descobriram-se capazes de pensar.
[E] A mulher de hoje sequer questiona os valores que conhece.

2.     A análise feita por Lya Luft refere-se à mulher:
[A] De todo o planeta.                                [D] Dos países em desenvolvimento
[B] Da cultura ocidental.                             [E] Da cultura nórdica.
[C] Da cultura helenística.     

3.     Há no texto uma relação de intertextualidade com a história de:
[A] As feministas                                          [D] Os políticos.
[B] Os modernistas                                      [E] Os carnavalescos.
[C] Joana D’Arc.

4.     A mulher de 40 anos hoje se destaca das mulheres de gerações anteriores pelo (a):
[A] Insegurança.                                      [D] Autoconhecimento.
[B] Fugacidade.                                       [E] Autodestruição
[C] Permissividade.

5.      São estas as características da mulher hoje, aos 40 anos, EXCETO a capacidade de:
[A] Desistir.           [B] Observar.              [C] Renovar-se.              [D] Amar.             [E] Divertir.









Foi na França, durante a Segunda Grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.
Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro, até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto de espera. O jovem morreu num bombardeio mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias.
Todos os dias, com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina.
As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?…Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.

1.    Qual é a temática (assunto) do texto?

a)    A amizade verdadeira.
b)    A vida triste de um cachorro.
c)    A vida da sociedade francesa.
d)    A guerra mundial.
e)    N.d.a.

2.       O texto “Disciplina do Amor” é um:

a)    Literário, pois provoca a emoção, a reflexão e o riso.
b)    Não - Literário, pois passa somente a informação, sem provocar a emoção, a reflexão e o riso.
c)    Não - Literário, pois provoca a emoção, a reflexão e o riso.
d)    Literário, pois passa somente a informação, sem provocar a emoção, a reflexão e o riso.
e)    N.d.a.

Leia o texto abaixo e responda o que se pede:
Vagalumes (part. Ivo Mozart)


Vou caçar mais de um milhão de vagalumes por aí,
Pra te ver sorrir eu posso colorir o céu de outra cor,
Eu só quero amar você,
E quando amanhecer eu quero acordar
Do seu lado.
Vou escrever mais de um milhão de canções pra você ouvir,
Que meu amor é teu, teu sorriso me faz sorrir,
Eu vou de marte até a lua, ''cê'' sabe já tô na tua,
E não cabe tanta saudade essa verdade nua e crua,
Eu sei o que eu faço nosso caminho eu traço,
Um casal fora da lei ocupando o mesmo espaço
Se eu to contigo não ligo se o sol não
aparecer
É que não faz sentido caminhar sem dar a mão pra você
Teu sonho impossível vai ser realidade,
Sei que o mundo tá terrível mas não vai ser a maldade que
Vai me tirar de você, eu faço você ver,
Pra tu sorrir eu faço o mundo inteiro saber que eu
Vou caçar mais um milhão de vagalumes por aí,
Pra te ver sorrir eu posso colorir o céu de outra cor,
Eu só quero amar você
E quando amanhecer eu quero acordar
Do seu lado
Pra ter o teu sorriso descubro o paraíso ,
É só ver sua boca que eu perco o juízo por inteiro,
Sentimento verdadeiro eu e você ao som de janelle monáe,
Vem deixa acontecer,
Me abraça que o tempo não passa quando cê tá perto,
Dá a mão e vem comigo que eu vejo como eu tô certo,
Eu digo que te amo cê pede algo impossível,
Levanta da sua cama, hoje o céu está incrível.
Vou caçar mais de um milhão de vagalumes por aí
E pra te ver sorrir eu posso colorir o céu de outra cor
Eu só quero amar você,
E quando amanhecer eu quero acordar
Do seu lado.
Faço dos teus braços um lugar mais seguro,
Procurei paz em outro abraço, eu não achei eu juro,
Saio do compasso, passo apuros que vier,
Abro a janela pra que você possa ver
Vou caçar mais de um milhão de vagalumes por aí,
Pra te ver sorrir eu posso colorir o céu de outra cor,
Eu só quero amar você,
E quando amanhecer eu quero acordar
Do seu lado.



1.            O texto musical é aquele que combina elementos de linguagem verbal (palavras, língua escrita, poesia, versos e estrofes, rimas e ritmos) com elementos não - verbal (sons, música, instrumentos musicais etc.), ou seja, a linguagem empregada é mista. Essa letra de canção aborda que tema/assunto?

a)    O Jingle de campanha.
b)    Uma declaração de amor a pessoa amada.
c)    O amor à pátria.
d)    O Jingle com o tema de filosofia.
e)    N.d.a.

2.            Observe o texto abaixo: na conhecida música/texto “Abandonada”, de Fafá de Belém se parece com as cantigas trovadorescas (estudadas em sala de aula) que foram as primeiras produções literárias da época e se dividiam em 4. Marque a única opção em que a música/texto “Abandonada” se encaixa:

Abandonada por você/ Apaixonada por você/ Eu vejo o vento te levar/ Mas tenho estrelas prá sonhar/ E ainda te espero todo dia...

a)       Cantigas de Amor: eu lírico é masculino que sofre por amor.
b)       Cantigas de Malmequer: em que se brinca com as crianças.
c)        Cantigas de Escárnio: ataque satírico indireto, não citando o nome da pessoa.
d)       Cantigas de Amigo: eu lírico é feminino que sofre por amor.
e)       Cantigas de Maldizer: ataque satírico direto, citando o nome da pessoa.
3.    O primeiro texto em língua portuguesa foi a:

a)    Cantiga da Irmãzinha, de Paio Soares de Taveirós.
b)    Cantiga da Ribeirinha, de Paio Soares de Taveirós.
c)    Cantiga da Vovozinha, de Lobo Mau da Silva Taveirós.
d)    Cantiga da Mamãezinha, de João da Silva Taveirós.
e)    N.d.a.

4.    Veja a foto abaixo e responda:

Descrição: http://imagenes.4ever.eu/data/674xX/diversion/animados/%5bimagenes.4ever.eu%5d%20mona%20lisa,%20parodia,%20cabello%20volando,%20descapotable%20162157.jpg
5.    De acordo com o que foi visto em sala sobre intertextualidade – a relação dos textos sejam verbais ou não verbais -, ela se divide em paródia (bagunçar) ou paráfrase (recontar), observa-se nessa imagem que há uma:


a)           Paródia.
b)           Paráfrase.
c)            Palavraparáfrase.


d)           Palavraparódia.
e)           N.d.a


6.    A música é algo que expressa o sentimento do eu – lírico. Leia a música abaixo e responda a questão proposta


Pense Em Mim
Em vez de você ficar pensando nele,
Em vez de você viver chorando por ele,
Pense em mim, chore por mim,
Liga pra mim, não, não liga pra ele,
Pra ele! Não chore por ele!


Se lembre que eu há
Muito tempo te amo! Te amo! Te amo!
Quero fazer você feliz!
Vamos pegar o primeiro avião
Com destino a felicidade.
A felicidade pra mim é você.


7.            O texto acima é exemplo de uma:

a)    Cantiga de amor, porque o eu – lírico é um homem que sofre por uma mulher.
b)    Cantiga de amigo, porque o eu – lírico é uma mulher que sofre por um homem.
c)    Cantiga de amor, porque o eu – lírico é um feminino que sofre por um homem.
d)    Cantiga de amigo, porque o eu – lírico é um homem que sofre por uma mulher.
e)    N.d.a.

Leia o texto abaixo e responda a questão proposta:

Numa madrugada qualquer, um ladrão entra pelos fundos de uma casa e  começa, em silêncio, a arrombar a porta dos fundos...Logo no início, escuta uma voz sussurrando:
- Jesus tá te olhando!
O ladrão se assusta, olha para os lados (na penumbra), mas não vê nada... Segue tentando arrombar a porta e escuta novamente a voz:
- Jesus tá te olhando!
Meio incrédulo, mas com a certeza de ter escutado a frase, olha novamente ao seu redor e nada... Quando reinicia sua "tarefa", ouve novamente a voz:
- Jesus tá te olhando!
Dessa vez, ele percebe de onde vem a voz e acende a lanterna, iluminando um canto da área e serviço...
Nisso, ele vê um papagaio na gaiola e já aliviado, pergunta:
- Ah... é você o Jesus?
E o papagaio responde:
- Não. Eu sou o Judas.
- Judas??? E quem é o louco que bota o nome de Judas em um papagaio?
- O mesmo que botou o nome de Jesus no Pitbull.
- PEGA...... JESUSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS.


8.    Gil Vicente foi o maior teatrólogo da língua portuguesa e suas principais obras foram “Auto da Visitação” e “A farsa de Inês Pereira”. Baseado nos comentários em sala de aula, responda o que se pede. Que elementos da linguagem teatral estão indicados no texto?

a)    Os diálogos, o cenário, as poesias, as declamações, a multidão.
b)    O cenário, a entrada das personagens, as reações, os diálogos.
c)    O horário, o dia a dia das personagens, os monólogos, as premonições.
d)    O diário, a escrita, as lágrimas do menino, a fala do namorado.
e)    N.d.a.

Interpretação de texto A Cristo Senhor Nosso Crucificado


A Cristo Senhor Nosso crucificado,
estando o poeta na última hora da sua vida

Gregório de Mattos.

Meu Deus, que estais pendente (pendurado) em um madeiro (cruz),
Em cuja lei protesto viver,
Em cuja santa lei hei de morrer
Animoso (cheio de ânimo), constante, firme, e inteiro.

Neste lance, por ser o derradeiro,
Pois vejo a minha vida anoitecer,
É, meu Jesus, a hora de se ver
A brandura de um Pai manso Cordeiro.

Mui (muito) grande é vosso amor, e meu delito (pecado),
Porém pode ter fim todo o pecar,
E não o vosso amor, que é infinito.

Esta razão me obriga a confiar,
Que por mais que pequei, neste conflito
Espero em vosso amor de me salvar.

Por que o poeta se mostra confiante em obter o perdão divino?

( ) Porque o amor de Deus é grande e o nosso delito também, mas o delito tem fim e o amor de Deus não.
( ) Porque o amor de Deus é grande e o nosso delito é pequeno também, mas o delito tem fim e o amor de Deus não.


Que diferença o poeta mostra entre o pecado humano e o amor divino?

( ) Porque o amor de Deus é infinito, mas o delito finito.
( ) Porque o amor de Deus é finito, mas o delito infinito.

Quais as características do Barroco presente nesse texto:

( ) Cultismo e conceptismo.
( ) Religiosidade e Uso de contraste (antítese).


Interpretação de texto A disciplina do Amor.

Leia o texto abaixo e faça o que se pede, observando o filme “Sempre ao seu lado”.

                                           A disciplina do amor

Foi na França, durante a Segunda Grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.
Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro, até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto de espera. O jovem morreu num bombardeio mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias.
Todos os dias, com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina.
As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?…Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.


·         O trecho do texto que explicita o fato que desencadeia a história é

(A) ”Foi na França, durante a segunda grande guerra”.
(B) “[...] as pessoas foram se esquecendo do jovem [...]”
(C) “Um jovem tinha um cachorro [...]”
(D) “[...] Continuou a ir diariamente até a esquina[...]”

·         A leitura do texto permite traçar um perfil acerca do cachorro. A única palavra inadequada para descrever a postura do animal em relação a seu dono é

(A) displicência.   (B) lealdade.       (C) disciplina.       (D) compromisso.
                             
·         Assinale a alternativa que contém a frase que melhor demonstra que o cachorro morreu fiel a seu dono.

a) “... até chegar o dia seguinte”. (linha10)
b) “Continuou a ir diariamente até a esquina...” (l. 8)
c) “... ele disparava para o compromisso assumido ...” (l. 13 e14)
d) “Só o cachorro já velhíssimo continuou a esperá-lo na sua esquina”. (l. 16 e 17)
e) “... o focinho voltado para aquela direção.” (l. 18 e 19)

·         “Festinha”, nesse contexto, significa:

a) solenidade.              b) brincadeira alegre.         c) reunião divertida.
d) reunião de amigos.   e) pequena comemoração.

·          “... o focinho voltado para aquela direção” (l. 18 e 19). A palavra destacada refere-se

a) à esquina.        b) à praça da vila.   c) ao lugar onde trabalhava o jovem.
d) à vila onde morava o jovem.           e) ao lugar onde aconteceu a guerra.


Na frase [...]as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia [...], usa – se:

a)     Denotação e função apelativa.
b)    Conotação e função emotiva.






Simbolismo.

Escola Simbolista


O Parnaso legou aos simbolistas as paixão pelo efeito estético. Mas os novos poetas buscavam algo mais: transcender os seus mestres para reconquistar o sentimento de totalidade que parecia perdido desde a crise do Romantismo.

Visto à luz da cultura europeia, o Simbolismo reage às correntes analíticas dos meados do século, assim como o Romantismo reagira à ilustração triunfante em 89. Ambos os movimentos exprimem o desgosto das soluções racionalistas e mecânicas e nestas reconhecem o correlato da burguesia industrial em ascensão; ambos recusam-se a limitar a arte ao objeto, à técnica de produzi-lo, a seu aspecto palpável; ambos enfim, esperam ir além do empírico e tocar, com a sonda da poesia, umf undo comum que susteria os fenômenos, chame-se Natureza, Absoluto, Deus ou Nada. (Alfredo Bosi, 1987).

SIMULADO: interpretação de texto com descritores.

Leia o texto e responda o que se pede:

A melhor amiga do homem 

Diogo Schelp 

Devemos muito à vaca. Mas há quem a veja como inimiga. A vaca, aqui referida como a parte
pelo todo bovino, é acusada de contribuir para a degradação do ambiente e para o aquecimento
global. Cientistas atribuem ao 1,4 bilhão de cabeças de gado existentes no mundo quase
metade das emissões de metano, um dos gases causadores do efeito estufa. Acusam-se as chifrudas de beber água demais e ocupar um espaço precioso para a agricultura.

O truísmo inconveniente é que homem e vaca são unha e carne. [...] Imaginar o mundo sem
vacas é como desejar um planeta livre dos homens – uma ideia, aliás, vista com simpatia por
ambientalistas menos esperançosos quanto à nossa espécie. “Alterar radicalmente o papel dos
bovinos no nosso cotidiano, subtraindo-lhes a importância econômica, pode levá-los à extinção e
colocar em jogo um recurso que está na base da construção da humanidade e, por que não, de seu
futuro”, diz o veterinário José Fernando Garcia, da Universidade Estadual Paulista em Araçatuba. [...]

A vaca tem um papel econômico crucial até onde é considerada animal sagrado. Na Índia,
metade da energia doméstica vem da queima de esterco. O líder indiano Mahatma Gandhi (1869-
1948), que, como todo hindu, não comia carne bovina, escreveu: “A mãe vaca, depois de morta, é
tão útil quanto viva”. Nos Estados Unidos, as bases da superpotência foram estabelecidas
quando a conquista do Oeste foi dada por encerrada, em 1890, fazendo surgir nas Grandes

Planícies americanas o maior rebanho bovino do mundo de então. “Esse estoque permitiu que a
carne se tornasse, no século seguinte, uma fonte de proteína para as massas, principalmente na
forma de hambúrguer”, escreveu Florian Werner.
[...] Comer um bom bife é uma aspiração natural e cultural. Ou seja, nem que a vaca tussa a
humanidade deixará de ser onívora.

Revista Veja. p. 90-91, 17 jun. 2009. Fragmento.

01 I T_10301

1. De acordo com o autor desse texto,

a) a agricultura é mais preciosa do que a pecuária.
b) a dependência entre o homem e a vaca é real.
c) a importância econômica da vaca é unanimidade.
d) o ser humano gosta de comer um bom bife

Revista Veja. p. 90-91, 17 jun. 2009. Fragmento.



01 I T_10301

2. De acordo com o autor desse texto,

a) a agricultura é mais preciosa do que a pecuária.
b) a dependência entre o homem e a vaca é real.
c) a importância econômica da vaca é
unanimidade.
d) o ser humano gosta de comer um bom bife.

T_10316

A Formiga e a Cigarra 

Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. Durante todo o outono, a
formiguinha trabalhou sem parar, armazenando comida para o período de inverno. Não aproveitou
nada do Sol, da brisa suave do fim da tarde nem do bate-papo com os amigos ao final do
expediente de trabalho, tomando uma cervejinha.
Seu nome era “trabalho” e seu sobrenome,“sempre”.
Enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade; não
desperdiçou um minuto sequer, cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o Sol, curtiu
para valer, sem se preocupar com o inverno que estava por vir. Então, passados alguns dias,
começou a esfriar. Era o inverno que estava começando. A formiguinha, exausta, entrou em
sua singela e aconchegante toca repleta de comida.
Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. Quando abriu a porta para ver quem
era, ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra, dentro de uma Ferrari, com um
aconchegante casaco de visom. E a cigarra falou para a formiguinha:
– Olá, amiga, vou passar o inverno em Paris. Será que você poderia cuidar da minha toca? – Claro,
sem problema! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a Paris e comprar essa
Ferrari?
 – Imagine você que eu estava cantando em um bar, na semana passada, e um produtor gostou da
minha voz. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris... A propósito, a amiga
deseja algo de lá?
– Desejo, sim. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá, manda ele pro DIABO QUE O
CARREGUE!

MORAL DA HISTÓRIA: “Aproveite sua vida, saiba dosar trabalho e lazer, pois trabalho em
demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine”.



Fábula de La Fontaine reelaborada.
Disponível em: <http://www.geocities.com/soho/Atrium/8069/Fabulas/fabula
2.html> - com adaptações. 



02 I T_10316

03. Em relação ao texto original da fábula, percebe-se ironia no fato de

a) a cigarra deixar de trabalhar para aproveitar o Sol.
b) a formiga trabalhar e possuir uma toca.
c) a cigarra, sem trabalhar, surgir de Ferrari e casaco de visom.
d) a cigarra não trabalhar e cantar durante todo o outono..

T_10302

Leia e responda:

Vida

Quando era criança pura,
Moleque, danado e travesso.
Tudo que tocava levava
Ao mundo da fantasia.



Mas logo me tornei adolescente.
A confusão permeava minha mente.
Por mais que tentasse a magia,
Estavam fechadas as portas da fantasia.



Tempo passou, tornei-me adulto.
Sempre à procura do lado oculto.
Mas as viagens malucas
Continuavam presas à magia.



Logo chegou a velhice,
Aquela que tudo esclarece.
Que cochichou bem baixinho:
 Sabedoria, só para quem a merece.

BELO, João. Disponível em: <www.mundojovem.com.br>  - p.9, nº 384 - Março/2008.



03 I T_10302

04. No verso “Que cochichou bem baixinho”, a expressão destacada refere-se a

a) adolescente.
b) adulto.
c) criança.
d) velhice.

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Os direitos da criança     
Toda criança tem direito à igualdade, sem distinção de raça, religião ou nacionalidade.
Toda criança tem direito a crescer dentro de um espírito de solidariedade, compreensão, amizade e
justiça entre os povos.
Toda criança tem direito a um nome, a uma nacionalidade.
Toda criança tem direito ao amor e à compreensão por parte dos pais e da sociedade.
Toda criança tem direito à educação gratuita e ao lazer infantil.
Toda criança tem direito à alimentação, moradia e assistência médica para si e para a mãe.
Toda criança tem direito a ser socorrida em primeiro lugar.
Toda criança física ou mentalmente deficiente tem direito à educação e a cuidados especiais.
Toda criança tem direito a especial proteção para o seu desenvolvimento físico, mental e social.
Toda criança tem direito a ser protegida contra o abandono e a exploração no trabalho.



Cereja, William Roberto & Magalhães, Thereza Cochar.
Português: Linguagens. São Paulo: Atual, 1998. p. 77. 

04 I T_10319

05. Usando o termo “Toda” no início de cada frase, o texto

a) enfatiza a ideia de universalidade.
b) estabelece independência com o termo
“criança”.
c) estabelece maior vínculo com o leitor.
d) faz uma repetição sem necessidade.

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05 I T_10303

06. Nesse texto, no trecho “Dê uma voltinha de carro com o barbeiro”, a palavra destacada tem o
sentido de

a) pessoa que coleciona carros.
b) pessoa que dirige mal.
c) pessoa que usa barba ou bigode.
d) profissional que faz barba e cabelo.

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Interpretação de texto com charge

Leia a charge abaixo e responda o que se pede:



1. De acordo com a imagem que acompanha o diálogo, em que lugar Suriá está?

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2. Considere o local em que Suriá se encontra e responda: é possível descobrir de quem é a voz que se dirige a ela?

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3. O que  a resposta dada por Suriá revela a respeito da identidade dessa personagem?

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4. A pergunta da tirinha: "Suriá, o que você quer ser quando crescer?" costuma ser feita por adultos em nosso cotidiano?

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5. Qual é a relação da resposta dada pela personagem e a imagem maior que está a direita do quadrinho?

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6. Essa imagem maior à direita aparece dentro de um balão. Esse balão é igual aos outros dois tipos de balões da tira? Explique.

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7. A informação dada no balão maior, que mostra a imagem de Suriá no trapézio, faz parte do diálogo entre a menina e a personagem que conversa com ela? A quem se destina a informação do balão?

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8. Quem tem mais informações sobre a resposta de Suriá: o leitor ou quem conversa com ela?

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Veja a figura abaixo e responda o que se pede:



9. Suponha que a tira tivesse a seguinte apresentação acima. O sentido do texto seria o mesmo para o leitor? Justifique.

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10. Da forma como está, apenas com os textos dos balões de fala, a tirinha ainda é engraçada para o leitor? Justifique.

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PROPOSTA DE REDAÇÃO - A VALORIZAÇÃO DO DEFICIENTE NO BRASIL


PROPOSTA DE REDAÇÃO

Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo (opinião com argumentos) em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema A VALORIZAÇÃO DO DEFICIENTE NO BRASIL apresentando proposta de conscientização social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I
Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 (ESTATUTO DA PESSOA COM DEFIENCIA)

Art. 1º É instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania.

Art. 2º Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.

Art. 8º É dever do Estado, da sociedade e da família assegurar à pessoa com deficiência, com prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à sexualidade, à paternidade e à maternidade, à alimentação, à habitação, à educação, à profissionalização, ao trabalho, à previdência social, à habilitação e à reabilitação, ao transporte, à acessibilidade, à cultura, ao desporto, ao turismo, ao lazer, à informação, à comunicação, aos avanços científicos e tecnológicos, à dignidade, ao respeito, à liberdade, à convivência familiar e comunitária, entre outros decorrentes da Constituição Federal, da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo e das leis e de outras normas que garantam seu bem-estar pessoal, social e econômico.

TEXTO II

STARTUP QUER SER O GOOGLE MAPS DAS PESSOAS COM DEFICIENCIA

Ir a um restaurante que diz ser acessível e dar de cara com um lance de escadas no caminho para o banheiro. Essa cena frustrante faz parte da vida de muitas pessoas com deficiência, inclusive do empreendedor irlandês Matt McCann, que se locomove com uma cadeira de rodas. Cansado desse tipo de situação (que pode ocorrer em restaurantes, hotéis, casas de shows, lojas, dentre outros), McCann decidiu criar a startup Access Earth, junto com o sócio Ryan O’Neill. A ideia do negócio é ser uma espécie de Google Maps voltado para este público e mapear lugares que são realmente acessíveis. Dessa forma, a startup quer facilitar a vida de quem tem dificuldades de locomoção e também pressionar os estabelecimentos a prestarem atenção a essa necessidade.
O Access Earth funciona como plataforma online e é alimentado pelos próprios usuários, que apontam locais que tenham banheiro acessível, elevador ou caminho livre de escadas. Com essas informações pessoas com mobilidade reduzida podem planejar uma viagem levando esses pontos em consideração. A expectativa é ter um aplicativo para celular em breve.
Apesar de ter uma cadeira de rodas em seu logotipo, a ideia do negócio não é servir apenas essas pessoas. “A acessibilidade afeta todos nós. Pode não ser você, mas talvez você tenha avós com problemas com degraus”, disse O’Neill para o site Mashable.
O projeto ainda foca principalmente em estabelecimentos na Irlanda. Porém, o mapa do Access Earth já indica locais acessíveis em países dos cinco continentes, inclusive no Brasil. A ideia é expandir o projeto aos poucos.

TEXTO III

Disponível em: <www.vercompalavras.com.br>. Acesso em 24 de dez de 2019.

PROVA IREC

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