sexta-feira, 12 de julho de 2013

Lima Barreto: à frente de seu tempo



Interessante é a trajetória de vida de Lima Barreto analisada no documentário feito pela TV Escola Mestres da Literatura, em que se mostra um homem que venceu preconceitos numa sociedade racista do final do século XIX e inicio do século XX.
A sociedade injusta da época é retrata em sua obra-prima “Triste fim de Policarpo Quaresma”, uma vez que aborda temas do cotidiano da época e que chegaram até nós, sendo muito atuais, com temas como o racismo, a pobreza, a falta de oportunidade, etc.
            O documentário também mostra a biografia do autor e faz uma reflexão sobre a sociedade carioca, tanto sobre os fatos históricos, como a vida politica na transformação do Brasil desse período.
            É falado sobre a questão do racismo e o conservadorismo na sociedade carioca, algo que prejudicou a vida do escritor, uma vez que ele sofria preconceitos, mas isso não deixou que ele pudesse viver a cidade, como também refletir sobre a sociedade republicana e brasileira em si.
            São abordadas outras obras do autor feitas simultaneamente e que focalizam ainda os costumes urbanos do Rio de Janeiro, como “Recordações do escrivão Isaias Caminha” e “Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá”. Esses dois livros tocam em personagens reais que facilmente são reconhecidos e, a partir daí, há uma perseguição literária a Lima Barreto.
            Ao se voltar para o livro “Triste fim de Policarpo Quaresma” é analisado, de forma sucinta, quanto à divisão da obra e o ufanismo do Major, como também ao nacionalismo e aos planos político e geográfico do Brasil.
            O documentário chama muito a atenção para o “pobre” como protagonista de sua obra, uma vez que nunca ocorreu tal fato na literatura, sendo criticado pela linguagem usada na obra e os temas abordados da época.
            Outro livro analisado é “Os bruzundangas” que, em forma de sátira, fala da realidade do dia a dia, de forma inovadora.
            Abordando a vida do autor Lima Barreto, o documentário afirma que alguns admitem ser ele um antropólogo e etnólogo com concepções avançadas para seu tempo.
            Lima Barreto realmente era um homem de vanguarda, pois ele estava à frente de seu tempo e olhava para o mundo de seu tempo. E vemos que o documentário traz a questão de que as diferenças sociais ainda não foram superadas, fazendo-nos refletir em pleno século XXI a questão do racismo, da pobreza e de costumes que perpassam toda a humanidade.