terça-feira, 26 de agosto de 2014

Teste parcial


Leia o texto e responda o que se pede:
                                                                          FERNANDES, Millôr, Veja, 10 nov. 2004, p. 28
.
1.     A frase “E já estou vendo a escuridão no começo do túnel” se opõe ao dito popular “Vejo uma luz no fim do túnel”. A alternativa que traduz essa oposição é:

a)    incerteza x certeza.
b)    desesperança x esperança.
c)    dificuldade x facilidade.
d)    trabalho x descanso.

Veja a tirinha e responda:






2.    Leia a tirinha acima, analise as proposições e marque a resposta correta.

I – A tirinha de Adão Iturrusgarai estabelece uma relação com um texto pré-existente.
II – A legenda do primeiro quadrinho não exerce qualquer influência sobre a narrativa.
III – O balão do terceiro quadrinho atualiza a história para nossos dias.
IV – Os dois primeiros quadrinhos se referem fortemente à história infantil da Chapeuzinho Vermelho.
V – A narrativa relaciona o mito do Lobo Mau com a “mitologia” moderna em torno dos assassinos seriais.

a) As opções corretas são apenas I e II.
b) A única opção incorreta é II.
c) As opções III, IV e V estão incorretas.
d) Todas as opções estão corretas.
e) Todas as opções estão incorretas.

3.    Ainda em relação à tirinha, o termo que melhor caracteriza o processo de criação da tirinha é:

a) Intertextualidade.
b) Interdiscursividade.
c) Paródia.
d) Conotação.
Veja o texto e responda:

                  
4.    Que tipo de texto (paródia ou paráfrase) é esse? Justifique.
___________________________________________________________________________

5.    Na música/texto, observa-se a mesclagem de dois textos: o bíblico e o poético.

Monte Castelo
Renato Russo

Ainda que eu falasse a língua dos homens.
E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.
É só o amor, é só o amor.
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal.
Não sente inveja ou se envaidece. 
O amor é o fogo que arde sem se ver.
É ferida que dói e não se sente.
É um contentamento descontente.
 É dor que desatina sem doer.
Ainda que eu falasse a língua dos homens.
E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.
É um não querer mais que bem querer.
É solitário andar por entre a gente.
É um não contentar-se de contente
É cuidar que se ganha em se perder. 
É um estar-se preso por vontade.
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor. 
Estou acordado e todos dormem, todos dormem, todos dormem.
Agora vejo em parte. Mas então veremos face a face.
É só o amor, é só o amor.
Que conhece o que é verdade.
Ainda que eu falasse a língua dos homens.
E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.

A letra da música “Monte Castelo” de Renato Russo é um exemplo de ________________________________________ (paródia/intertextualidade), isto é, retoma um texto da Bíblia – I Coríntios, capítulo 13 e o soneto de Camões “O amor é fogo que arde sem se ver.

Leia o texto e responda o que se pede:

INOCÊNCIA PERDIDA DAS CANÇÕES DE NINAR
(Hélio Consolaro)

Recebi de Manuel Raimundo de Souza Jr., o Nezito, que mora em São Paulo, o texto de uma notícia interessante veiculada pela rádio CBN. Outro e-mail atribui a autoria do texto à poetisa de Araçatuba Vilmara Bello, que mora em Londres.
(...)
Internautas não valorizam a autoria dos textos, por isso não se sabe quem é o verdadeiro autor dele. A crônica mostrava a linguagem politicamente incorreta das canções de ninar do Brasil e como suas letras formam a baixa autoestima das crianças.
A autora (ou autor) do texto, que trabalha como babá em Londres, ficou com vergonha de traduzir as letras para a criança de quem cuidara, pois as canções de ninar inglesas são suaves e falam de coisas bonitas, enquanto as nossas ameaçam a criança que não quer dormir com boi da cara preta, cuca e caretas.
Na verdade, a autora (ou autor) confundiu a classificação de algumas canções, classificando-as como de ninar. “Atirei o pau no gato”, por exemplo, é cantiga de roda. Outro erro da autora, mais grave, foi ignorar a cultura brasileira e que as histórias das canções de ninar brasileiras eram cantadas por escravas (mucamas) aos filhos da sinhá.
A bem da verdade, ela não amava aquela criança. O seu trabalho era forçado, feito sem amor. E se escravos eram espancados, perseguidos, numa sociedade repressora ao extremo, as canções de ninar não podiam ser muito diferentes. Cada pessoa doa o que recebe.
Se as canções de ninar eram cantadas aos filhos dos senhores, não causaram efeitos maléficos, pois não considero que a elite econômica do Brasil tenha baixa autoestima. Aliás, ela tem mesmo é o nariz bem empinado.
Essa discussão é semelhante àquela da influência dos filmes de violência exibidos pela tevê, se deixa ou não a criança violenta. Na verdade, quem deixa a criança violenta é a própria sociedade que o circunda, da qual ela é testemunha.
Apesar de a análise apresentada pelo texto ser bem feita, com inteligência, seu autor sofisma quando não considera os aspectos históricos, ignorando os componentes da nossa cultura e da alma dos brasileiros.
Há na autora (ou autor) o deslumbramento de brasileiro por aquilo que é estrangeiro. Não podia ser diferente, pois ela foi tentar a vida lá fora, não teve as oportunidades aqui. Embora a tendência do brasileiro que more por algum tempo exterior, seja valorizar o Brasil.
E, por último, quero dizer que apesar da linguagem politicamente incorreta de nossas canções de ninar e de roda, às vezes, com incentivo à violência, ensinando a maltratar os animais, não se educaram aqui George W. Bush nem Tony Blair.

  1. Grife 3 (trÊs) argumentos presentes no texto “inocencia perdida das canções de ninar”.