sexta-feira, 3 de junho de 2016

PROPOSTA DE REDAÇÃO - PSS 1997

Redação (O espaço destinado à redação encontra-se no início do CADERNO DE RESPOSTAS.)

Leia, com atenção, os três temas propostos. Escolha APENAS UM DELES, assinalando com um X na página destinada à Redação. Em função do tema escolhido, apresente um título para o seu texto e desenvolva-o em cerca de 25 linhas.

IMPORTANTE: É dever do aluno, em sua Redação:

- manter fidelidade ao tema escolhido;
- respeitar a norma culta da língua;
- seguir o sistema ortográfico em vigor;
- construir o texto em prosa;
- apresentar letra legível, com tinta azul ou preta;
- observar, como limite máximo, o número de linhas delimitadas no CADERNO DE RESPOSTAS;
- fazer, se necessário, rascunho no espaço reservado;
- apresentar a versão definitiva no espaço indicado no CADERNO DE RESPOSTAS, pois não será corrigido o rascunho.

Tema I

As dolorosas recordações do personagem Carlinhos, expressas sobretudo nas partes finais do romance Menino de Engenho, remetem à controvérsia acerca da oportunidade, ou não, de se incluir a educação sexual nos currículos escolares. Como fazer isto sem, de um lado, promover o despertar precoce – e, do outro, sem matar a poesia que alimenta o erotismo? Haverá algum contraste entre o artificialismo da informação e a naturalidade da prática? Quais os limites entre o orientar e o reprimir? Manifeste a sua opinião sobre o assunto.

Tema II

Sendo o homem, ao mesmo tempo, instintivo e social, é próprio dele vivenciar o conflito entre a Natureza e a Cultura – ou seja: entre a pressão dos seus desejos e as normas da civilização. No próprio texto objeto desta prova, analisado num nível profundo, manifesta-se tal confronto. Nele, é possível representar a Natureza por Carlinhos; e a Cultura, pelas nobres expectativas dos adultos quanto à educação do menino, que voltaria do colégio “outro”. Comente a oposição Natureza X Cultura no ser humano; ou conte uma história em que, de alguma forma, essa oposição esteja presente.

Tema III

O homem não se explica por si mesmo: precisa acreditar em alguém, ou em alguma coisa, que o transcenda. Mas essa necessidade de mistério, ao mesmo tempo que fortalece o ser humano, fragiliza-o, dando margem a que ele venha a depender de todo tipo de aproveitadores. Ultimamente, têm-se multiplicado os livros de supostos gurus, as terapias energéticas ou “espirituais” e os duvidosos testemunhos – reforçados pela indústria do cinema – acerca de contatos ou experiências com seres de outros planetas. Existe, a seu ver, algum tipo de fundamento, ou de veracidade, em criações ou produções dessa espécie? Opine sobre o assunto, ou narre um acontecimento que reflita a sua opinião.