quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Prova 1º ano

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Colégio e Curso Decisão
Aluno (a):

Série:
Ano
Turno
Vespertino
Professor
Marconildo Viegas
Disciplina
Literatura
Bimestre
Data
_____/_____/____


1.       Leia o texto do aluno do Colégio Decisão Kelvyn Luiz (1º ano B). O poema de Kelvyn Luiz caracteriza-se pela visão intimista do mundo e a presença de associações sensoriais. As fases da vida é a fonte de inspiração para o eu lírico. A partir da afirmação, qual o gênero literário predominante no texto?


a)       É lírico, pois fala da fase da vida que é como a vida do ser humano.
b)       É dramático, pois fala da fase da vida que é como a vida do ser humano.

2.       Observando as aulas sobre Trovadorismo, cujo movimento era baseado nas Cantigas, Cancioneiros, Hagiografias, Cronicões, Livros de Linhagem (Nobiliários), leia o texto abaixo e responda o que se pede. Apesar de alguns textos serem contemporâneos, eles trazem características do Trovadorismo. A conhecida música/texto “Abandonada”, de Fafá de Belém se parece com as cantigas trovadorescas que foram as primeiras produções literárias da época e se dividiam em 4. Marque a única opção em que a música/texto “Abandonada” se encaixa:

Abandonada por você/ Apaixonada por você/ Eu vejo o vento te levar/ Mas tenho estrelas prá sonhar/ E ainda te espero todo dia...

a)       Cantigas de Amor                  b) Cantigas de Escárnio
c)       Cantigas de Amigo                d) Cantigas de Maldizer
e)        Cantigas de Malmequer



Leia o texto abaixo
Cena 13

Sala de aula. Isabel, Rosana, professor de Português e alunos. Outra vez o movimento de estudantes entrando em classe. Rosana encontra Isabel e está aflita.

Rosana - Isabel! Onde você andou? Procurei por você o recreio inteiro! Seu rosto está vermelho... O que houve?
Isabel - Nada... acho que estou resfriada, Rosana. Na saída, eu vou com você até o ponto de ônibus. Tenho uma coisa pra te contar que vai deixar você muito feliz.
Rosana - E eu também, Isabel, eu também tenho uma coisa linda pra te contar!
Isabel  - Agora fique quieta que a aula é de Português. Ouvi dizer que esse professor é terrível!
Rosana - Para você ele deve ser fichinha, Isabel. Você é a recordista de notas dez em redação!

Entra o professor de Português. Os alunos calam-se. O professor tem um ar muito severo. Não é de brincadeiras, ao contrário da professora de Física.

Professor - Muito bem, jovens, vamos nos apresentar. Eu sou o seu professor de Português. Como eu sou, vocês logo vão ficar sabendo. Comigo basta pensar. Basta trabalhar, e muito. Se vocês forem assim, vamos nos dar muito bem. Mas hoje eu quero conhecer vocês. Para isso, vamos fazer uma redação. Pelo texto de vocês, vou poder separar quem sabe pensar daqueles que ainda estão na escala mais baixa da evolução. Vamos lá. Papel e lápis na mão. Uma redação de aquecimento. Tema livre. Podem soltar-se e mostrar o que existe dentro da cabeça de cada um. Eu só aviso que, para mim, um erro de concordância é o mesmo que empurrar escada abaixo a cadeira de rodas de uma velhinha. Com a velhinha em cima!

Rosana fica apavorada, pois é péssima aluna de Português e redige mal. Isabel nota seu desespero. Faz um sinal de calma para a amiga e põe-se a redigir furiosamente. Logo, passa disfarçadamente a folha escrita para Rosana.

Isabel - Pegue. Copie com sua letra.

A partir deste momento, como na aula de Física, todos os atores ficam imóveis e Isabel fala seus pensamentos. Só escreve quando diz a frase: “Quando você me beijou...”

Isabel - Idiota que fui. Pensar que Cristiano pudesse se apaixonar por mim, por mim, a gorducha... Quando você me beijou... Pensar que Cristiano poderia ler nos meus olhos, através dos óculos, e enxergar lá dentro toda a paixão da gorducha iludida... Quando você me beijou... Apaixonar-se pela desengonçada, pela feiosa piadista... Ah, que piada! Com o rostinho de Rosana à frente... com o corpinho de Rosana nos braços... nem pensar! Quando você me beijou... Burra! O que Cristiano poderia encontrar em mim? A espinha amarela no nariz, como um aríete de pus abrindo caminho rumo à solidão? Quando você me beijou... O que ele veria? O que todos veem, além da gorducha iludida, da feiosa cretina? Fernando tem razão. Eu acredito em tudo, como uma cretina. Acreditei até que Cristiano poderia me amar. Cretina! Acreditei até naquele beijo... Quando você me beijou... Cristiano...

Chora. Se possível, a plateia deve perceber que ela está lavada em lágrimas. E que as lágrimas pingam no papel.

Professor - Muito bem, classe, podem parar. Já deu tempo para colocar no papel o que tem dentro de suas cabeças. Se é que tem alguma coisa dentro de suas cabeças. Isabel! Quem é Isabel?
Isabel - Sou eu.
Professor - Meu colega do oitavo ano elogiou muito seus textos, Isabel. Quero começar por ele. Pode entregá-lo para mim?

Isabel entrega-lhe o papel. O professor começa a ler e fica surpreso.
Professor - O que é isto? Quando você me beijou, quando você me beijou, quando você me beijou... Há apenas a mesma frase escrita várias vezes!
Isabel - É um poema concreto, professor, Assim como “Uma pedra é uma pedra”, do
Carlos Drummond de Andrade. O leitor deve completar o poema de acordo com suas próprias experiências, de acordo com suas lembranças de um beijo de amor...

Risadinhas discretas dos alunos. O professor ergue um olhar duro, controlador, para toda a classe. Alunos calam-se.

Professor - Uma explicação hábil. Hábil e espirituosa, Isabel. Mas que não passa de uma saída para desculpar a preguiça. A preguiça e a falta de respeito... E isto? Que marquinha redonda é esta? Parece a marca de uma lágrima...


Gil Vicente foi o maior teatrólogo da língua portuguesa e suas principais obras foram “Auto da Visitação” e “A farsa de Inês Pereira” esta última tinha por lição: Mais vale um asno que me carregue que um cavalo que me derrube. . Para o gênero dramático, são essenciais dois elementos: a importância do público e a possibilidade de desencadear emoções por meio da representação. Baseado nos comentários em sala de aula sobre o Humanismo, responda o que se pede.
3.       Que elementos da linguagem teatral estão indicados no texto “A marca de uma lágrima”?

a)       Os diálogos, o cenário, as poesias, as declamações.
b)      O cenário, a entrada das personagens, a reações, os diálogos, as rubricas.

Leio o texto abaixo e responda o que se pede.

Ler é a melhor solução

Você é o que você lê. Afinal, se tem uma fome que é insaciável é a minha fome de ler, fome de livro. Que aliás tem uma vantagem sobre as outras fomes, já que o livro não engorda. Este artigo é sobre ler. Porque para mim, as pessoas são como estantes que vão se completando à medida que empilham na memória os livros que vão lendo. E é por isso que eu digo que quando uma velha pessoa morre, o mundo perde uma biblioteca. Ler um livro é como ler uma mente, é saber o que o outro pensa. O que o autor pensa. Ler é poder. Poder construir você mesmo. Tijolo a tijolo. Ou livro a livro, para ser mais exato.
Você lê? Quanto? O quê? Eu leio o que pinta. Livros, revistas, pichações, frases de banheiro público, poesia, placa de estrada, jornal. Leio Capricho. Leio até errata. E claro que ler não é substituto para viver. Viver é uma experiência que não se substitui com livros. Mas pode ser enriquecida com as vidas que estão neles. Também não estou dizendo que você tem que virar um intelectual. Nada a ver. Intelectual é um teórico que tem medo de se colocar em prática. E eu estou falando de praticar o lido para ficar melhor. Em tudo. Na vida, na profissão, no papo, nas festas. Até no namoro.
Às vezes, a gente não lê tanto quanto deveria porque não sabe o que ler. Mas se esse é o seu caso, peça dicas. Eu sempre peço e dou. Para mim, indicar um livro é como contar a alguém de um lugar que só eu sei onde fica. Por exemplo, quando eu era pequeno li o Sítio do Pica Pau Amarelo. Que imaginação tinha Monteiro Lobato! Eu viajei nas histórias. Outro livro que me marcou foi um sobre a vida de Mayakovski, um poeta russo que viveu talvez a época mais energética da era moderna: a Revolução Soviética. Ele fazia dos cartazes de propaganda comunista uma forma de poesia. Viveu tão intensamente quanto a poesia que escrevia. Existe, ainda, Jorge Luís Borges, que era um gênio (dizia que publicava livros para se libertar deles), e Júlio Cortázar. Existe Fernando Pessoa, um homem que tinha a capacidade de escrever assumindo personalidades diferentes, chamadas de ‘heterônimos’ (o contrário de homônimos). “O poeta é um fingidor. Finge tão completamente, que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente”. Isto é Fernando Pessoa. Caetano já cantou a pessoa de Pessoa em sua música.
Outra descoberta: ler é o melhor remédio. Exemplo: em 1990, eu e minha namorada nos separamos. Foi o momento mais duro de minha vida. E para não afundar, as minhas bóias foram dois livros, um de Krishnamurti, um pensador indiano, e outro chamado Alegria e Triunfo. Estou sempre comprando livros e adoro os de frases. São frases de pessoas conhecidas, artistas, escritores, atores. Tem coisas maravilhosas: “Se a sua vida é livre de erros, você não está correndo riscos suficientes”, “Amigo é um presente que você dá a você mesmo”, “Se você está querendo uma grande oportunidade, procure um grande problema”, “A melhor maneira de vencer uma tentação é ceder a ela”.
Existe Drummond, João Cabral de Mello Neto, Nelson Rodrigues, James Joyce, Paul Valéry, Thomas Mann, Sartre, Shakespeare, Ítalo Calvino. Existe romance, novela, conto, ensaio, poesia, humor, biografia. Existe livro e autor para tudo quanto é leitor. E é por isso que para mim, o analfabetismo é coisa imoral, triste e vergonhosa. Porque “se o livro é o alimento do espírito, o analfabetismo é a fome da alma”. Uma fome que mata a possibilidade das pessoas serem tudo que podem. Ler às vezes enche o saco. Às vezes dá sono. Às vezes dá bode. Mas resista, lute contra essa preguiça dos olhos. O seu cérebro vai agradecer. Afinal, as respostas estão todas ali. Você só precisa achar as perguntas.
Alexandre Gama - Publicitário e sócio da Almap/BBDO. Folha de São Paulo, 12/10/07, Cotidiano, p. 7

4.       Por que o autor diz que, quando uma pessoa morre, o mundo perde uma biblioteca?

a)       Porque as pessoas são aquilo que leram, os livros que experimentaram e, quando uma pessoa morre, morre-se um mundo de historias, de conhecimentos.
b)       Porque as pessoas são aquilo que fazem, os livros que experimentaram e quando uma pessoa morre, morre-se uma pessoa querida, com conhecimentos.

5.       O que, para o escritor, significa indicar um livro a alguém?

a)       Indicar um livro a alguém é como contar sobre um lugar que só ele sabe onde fica, quando ele lê, viaja, entra no mundo dos personagens.
b)       Indicar um livro a alguém é como contar sobre uma pessoa que só ele sabe conhecer, quando se lê, viaja, entra-se em outro mundo.


http://3.bp.blogspot.com/-QHSynKrjSkQ/TcrfI2kne8I/AAAAAAAAN5Y/D96JYExs4RQ/s640/pequenas-historias-poster01%255B1%255D.jpgO vídeo visto em sala de aula, chamado “Pequenas Histórias”, tem como sinopse o seguinte comentário: Na varanda de uma fazenda, uma senhora conta histórias ao mesmo tempo em que corta e costura retalhos de pano, criando imagens que formam uma toalha. São quatro histórias de humor e magia. O casamento do pescador com Iara, a sereia dos rios. O coroinha de uma igreja que vê a procissão das almas. O encontro entre um Papai Noel de loja e um menino de rua e as aventuras de Zé Burraldo, sujeito ingênuo que sempre se deixa levar pelos outros. (Disponível em: <http://suamateria.blogspot.com.br/2011/05/pequenas-historias-no-lago-diacui.html>. Acesso em: 30 de maio de 2012).
6.       Que elementos da linguagem teatral estão indicados no texto de Romeu e Julieta?

a)       Os diálogos, o cenário, as poesias, as declamações.
b)      O cenário, a entrada das personagens, a reações, os diálogos, as rubricas.

Leia o texto abaixo, escrito pelo aluno do Colégio Decisão, Alex Leite (2º ano – manhã) escrito num momento de reflexão e responda o que se pede:

Meu corpo descansa em paz e minha alma vaga por lugares bonitos; caminho descalço em direção à cachoeira de mãos dadas com a lembrança de uma vida passada onde eu vivo. As casas são simples, as crianças brincam nas ruas de terra, esconde-esconde, soltam pipa e jogam bola, os velhos jogam xadrez na praça e as senhoras tricotam; tudo é muito lindo e estranho, todos se vestem de branco, às vezes me pergunto se é só um sonho ou se sou digno de tudo isso. Todos sorriem como se não houvesse nada de errado, não há fome, nem miséria, nem tristeza, só há paz, mas do outro lado do muro não é assim, há gritos de dor, gemidos de pessoas pedindo perdão por erros passados, mesmo sabendo que é em vão... Passo dias e dias olhando aqui do portão; só hoje vi três conhecidos, gritei, mas, ninguém me ouviu, aqui nunca chega ninguém, mas do outro lado do muro chega gente de todas as formas e cores; foi engraçada a maneira que cheguei aqui, lembro de está dirigindo meu carro, estava em um bar, era sexta-feira, às 00h15min, estava a uns 150 km/h, estava frio e uma névoa atrapalhava minha visão, lembro de vir um caminhão em minha direção em alta velocidade, desviei e perdi o controle do carro; quando acordei estava aqui, perdi a noção do tempo, acho que estou aqui há 10 anos, mas o estranho é que minha barba não cresce, nem minhas roupas ficam velhas (...)
Em 10 anos não me lembro de ver as estrelas e nem da noite aqui é sempre dia e do outro lado a escuridão, até então ninguém aqui tinha falado comigo, só conversavam entre si, no entanto uma garotinha hoje veio até mim e perguntou de onde eu era, disse-lhe que não me lembrava, mas contei como vim parar aqui, então ela chegou perto do meu ouvido e disse: acorde, você não é daqui! E ela tinha razão, não era mesmo dali. 
Então pude abrir os olhos e me vejo deitado numa cama de hospital. Entrei em desespero por não saber o que tinha acontecido, uma enfermeira entra no quarto e me acalma, explica o que aconteceu, ela disse que eu estava em coma já fazia três meses por conta do acidente que sofri. Ontem, dia 03, tive alta do hospital e voltei para casa, já me sinto bem, amanhã volto a trabalhar e todo esse tempo que passei em coma e tudo que vivi naquele lugar vai ficar na minha mente para sempre e todas as noites antes de dormir eu me lembro daquela garotinha.

7.       O texto que é narrado em 1ª pessoa (narrador – personagem) mostra momentos de reflexão de um mundo onírico, dentro do conhecimento dos gêneros literários, pergunta-se: qual gênero literário pertence o texto acima:

a)       Lírico, pois mostra a subjetividade.
b)       Épico, pois mostra feitos heróicos e fatos históricos.
c)       Dramático, pois é um drama (que no grego significa ação).