domingo, 21 de abril de 2013

Prova


AVALIAÇÃO BIMESTRAL

Leia o texto abaixo e responda o que se pede:
Bimestre
Tipo B
Professor
MARCONILDO VIEGAS
Disciplina
REDAÇÃO
Série:
7º ano
Turma
A
Turno
Data
____/____/2013
Aluno(a):

·          Não serão consideradas questões sem cálculos ou rasuradas;
·          Não use corretivo;
·          Use somente caneta PRETA;


Menino venha pra dentro, olhe o sereno! Vá lavar essa mão. Já escovou os dentes? Tome a bênção a seu pai. Já pra cama!

Onde é que aprendeu isso, menino? Coisa mais feia. Tome modos. Hoje você fica sem sobremesa. Onde é que você estava? Agora chega, menino, tenha santa paciência.

De quem você gosta mais, do papai ou da mamãe? Isso, assim que eu gosto: menino educado, obediente. Está vendo? É só a gente falar. Desça daí, menino! Me prega cada susto... Pare com isso! Jogue isso fora. Uma boa surra dava jeito nisso. Que é que você andou arranjando? Quem lhe ensinou esses modos? Passe pra dentro. Isso não é gente para ficar andando com você.

Avise a seu pai que o jantar está na mesa. Você prometeu, tem de cumprir. Que é que você vai ser quando crescer? Não, chega: você já repetiu duas vezes. Por que você está quieto aí? Alguma você está tramando... Não ande descalço, já disse! Vá calçar o sapato. Já tomou o remédio? Tem de comer tudo: você acaba virando um palito. Quantas vezes já lhe disse para não mexer aqui? Esse barulho, menino! Seu pai está dormindo. Pare com essa correria dentro de casa, vá brincar lá fora. Você vai acabar caindo daí. Peça licença a seu pai primeiro. Isso é maneira de responder a sua irmã? Se não fizer, fica de castigo. Segure o garfo direito. Ponha a camisa pra dentro da calça. Fica perguntando, tudo você quer saber! Isso é conversa de gente grande. Depois eu dou. Depois eu deixo. Depois eu levo. Depois eu conto.

Agora deixa seu pai descansar - ele está cansado, trabalhou o dia todo. Você precisa ser muito bonzinho com ele, meu filho. Ele gosta tanto de você. Tudo que ele faz é para o seu bem. Olhe aí, vestiu essa roupa agorinha mesmo, já está toda suja. Fez seus deveres? Você vai chegar atrasado. Chora não, filhinho, mamãe está aqui com você. Nosso Senhor não vai deixar doer mais.

Quando você for grande, você também vai poder. Já disse que não, e não, e não! Ah, é assim? Pois você vai ver só quando seu pai chegar. Não fale de boca cheia. Junte a comida no meio do prato. Por causa disso é preciso gritar? Seja homem. Você ainda é muito pequeno para saber essas coisas. Mamãe tem muito orgulho de você. Cale essa boca! Você precisa cortar esse cabelo.

Sorvete não pode, você está resfriado. Não sei como você tem coragem de fazer assim com sua mãe. Se você comer agora, depois não janta. Assim você se machuca. Deixa de fita. Um menino desse tamanho, que é que os outros hão de dizer? Você queria que fizessem o mesmo com você? Continua assim que eu lhe dou umas palmadas. Pensa que a gente tem dinheiro para jogar fora? Tome juízo, menino.

Ganhou agora mesmo e já acabou de quebrar. Que é que você vai querer no dia de seus anos? Agora não, que eu tenho o que fazer. Não fique triste não, depois mamãe dá outro. Você teve saudades de mim? Vou contar só mais uma, que está na hora de dormir. Agora dorme, filhinho. Dê um beijo aqui - Papai do Céu lhe abençoe. Este menino, meu Deus...


Em todo o texto narrativo, há personagens que participam dos acontecimentos. Nessa história:

1.    Quem são os personagens?


2.    Qual é o lugar em que se passa a narração?

3.    O narrador é:

4.    O tempo é:

5.    Se fosse colocado um título no Jornal, como seria:

6.    Esse texto pode ser considerado um monologo porque:

7.     



























































Chapeuzinho Amarelo

Era a Chapeuzinho amarelo
Amarelada de medo.
Tinha medo de tudo, aquela Chapeuzinho.
Já não ria.
Em festa não aparecia.
Não subia escada
nem descia.
Não estava resfriada,
mas tossia.
Ouvia conto de fada e estremecia.
Não brincava mais de nada,
nem amarelinha.
Tinha medo de trovão.
Minhoca, pra ela, era cobra.
E nunca apanhava sol,
porque tinha medo de sombra.
Não ia pra fora pra não se sujar.
Não tomava banho pra não descolar.
Não falava nada pra não engasgar.
Não ficava em pé com medo de cair.
Então vivia parada,
Deitada, mas sem dormir,
Com medo de pesadelo.



HOLLANDA, Chico Buarque de. In: Literatura comentada. São Paulo: Abril Cultural, 1980.

O texto trata de uma menina que


(A) brincava de amarelinha.
(B) gostava de festas.
(C) subia e descia escadas.
(D) tinha medo de tudo.


Veja o texto verbal e não verbal e responda as questões:





2. O efeito de humor foi um recurso utilizado pelo autor da tirinha para mostrar que o pai de Mafalda

a)    Revelou desinteresse na leitura do dicionário.
b)    Tentava ler um dicionário, que é uma obra muito extensa.
c)    Causou surpresa em sua filha, ao se dedicar à leitura de um livro tão grande.
d)    Queria consultar o dicionário para tirar uma duvida, e não ler o livro, como sua filha pensava. demonstrou que a leitura do dicionário o desagradou bastante, fato que decepcionou muito sua filha.

Leia o texto abaixo e responda:
CHOPIS CENTIS

Eu “di” um beijo nela
E chamei pra passear.
A gente fomos no shopping
Pra “mode” a gente lanchar.
Comi uns bicho estranho, com um tal de gergelim.
Até que “tava” gostoso, mas eu prefiro
aipim.
Quanta gente,
Quanta alegria,
A minha felicidade é um crediário nas
Casas Bahia.
Esse tal Chopis Centis é muito legalzinho.
Pra levar a namorada e dar uns
“rolezinho”,
Quando eu estou no trabalho,
Não vejo a hora de descer dos andaime.
Pra pegar um cinema, ver Schwarzneger
E também o Van Damme.

(Dinho e Júlio Rasec, encarte CD Mamonas Assassinas, 1995.)

3. Pouco sabemos sobre a pessoa que fala nessa música, mas, por algumas pistas do texto, podemos imaginar. Qual deve ser:

a) o grau de escolaridade dela?                     c) a classe social a que ela pertence?
b) a profissão?                                               d) os filmes a que normalmente ela assiste?

4.  Existem alguns termos na letra da música que também podem nos dar pistas sobre a origem da pessoa que fala na música: “mode” e “aipim”. Em que região do país esses termos são popularmente empregados?



Uma História de Amor

O garoto estava preso entre as engrenagens da ponte levadiça, e um transatlântico carregando centenas de passageiros estava se aproximando rapidamente. O pai do menino, o operador da ponte, não tinha se dado conta do desaparecimento de seu filho até este momento. Em pânico saiu à procura de seu filho somente o achando inconsciente entre duas alavancas que levantam a ponte para dar passagem aos navios. Ele caiu enquanto brincava.
O pai agora estava com medo diante das alternativas que tinha a sua frente. O transatlântico que não parava de se aproximar com centenas de vidas a bordo, com o choque iria matar a todos se a ponte não fosse elevada; e seu filho caído na caixa de engrenagem, seria instantaneamente esmagado se o botão que aciona a ponte fosse ligado.
Com toda sua força ele tentou baixar seu braço para retirar a criança rapidamente dali para um lugar seguro. O tempo estava se esgotando. Ele simplesmente não conseguia alcançar o garoto. Lágrimas desciam interminantemente do rosto do homem juntamente com o pressentimento de que ninguém iria socorrê-los e a mágoa o tomava por completo. Ele fez uma última tentativa. Mas de nada adiantou. A única coisa que o pai ouvia eram as vozes e as altas gargalhadas das pessoas que se divertiam no transatlântico que se aproximava cada vez mais. A aterrorizante decisão tem de ser tomada imediatamente. Irá seu amado filho viver? Ou irão aqueles farristas desconhecidos viverem? Com apenas segundos para a decisão final ele sabe que seja ela qual for, terá de viver com isto o resto de sua vida.
Lágrimas de lamento transbordam nos olhos deste pai que agora via todas aquelas pessoas desconhecidas passarem abaixo dele. Elas estavam rindo como se nada tivesse acontecido, completamente sem saber que o solitário homem acima delas tinha poupado suas vidas pelo sacrifício da vida de seu próprio filho. Elas nunca se deram conta do amor que lhes foi mostrado naquele dia. "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito..." (João 3:16).

Leitura e Interpretação do Texto “História de Amor”

5. Qual é a temática do texto?

6. A linguagem é culta-formal ou coloquial - informal? Justifique com elementos do texto.

Leia o texto abaixo e responda o que se pede:


A Ciência é Masculina?
Attico Chassot
Editora Unisinos, RS (51) 590-8239
104 págs. R$ 12.

O autor procura mostrar que a ciência não é feminina. Um dos maiores exemplos que se pode dar dessa situação é o prêmio Nobel, em que apenas 11 mulheres de ciências foram laureadas em 202 anos de premiação. O livro apresenta duas hipóteses, uma histórica e outra biológica, para a possível superação do machismo em frase como a de Hipócrates (460-400 a.C.) considerado o pai da medicina, que escreveu: “A língua é a última coisa que morre em uma mulher”.
Revista GALILEU, Fevereiro de 2004.

7. A expressão “dessa situação” (l. 2) refere-se ao fato de

(A) a ciência não ser feminina.
(B) a premiação possuir 202 anos.
(C) a língua ser a última coisa que morre em uma mulher.
(D) o pai da medicina ser Hipócrates.
(E) o Prêmio Nobel foi concedido a 11 mulheres.

Leia o texto abaixo e responda


Literatura de Cordel 

É poesia popular, 
É história contada em versos 
Em estrofes a rimar, 
Escrita em papel comum 
Feita pra ler ou cantar.
A capa é em xilogravura, 
Trabalho de artesão, 
Que esculpe em madeira 
Um desenho com ponção 
Preparando a matriz 
Pra fazer reprodução.
Mas pode ser um desenho, 
Uma foto, uma pintura, 
Cujo título, bem à mostra, 
Resume a escritura. 
É uma bela tradição, 
Que exprime nossa cultura.
7 sílabas poéticas, 
Cada verso deve ter 
Pra ficar certo, bonito 
E a métrica obedecer, 
Pra evitar o pé quebrado 
E a tradição manter.
Os folhetos de cordel, 
Nas feiras eram vendidos, 
Pendurados num cordão 
Falando do acontecido, 
De amor, luta e mistério, 
De fé e do desassistido.
A minha literatura 
De cordel é reflexão 
Sobre a questão social 
E orienta o cidadão 
A valorizar a cultura 
E também a educação.
Mas trata de outros temas: 
Da luta do bem contra o mal, 
Da crença do nosso povo, 
Do hilário, coisa e tal 
E você acha nas bancas 
Por apenas um real.
O cordel é uma expressão 
Da autêntica poesia 
Do povo da minha terra 
Que luta pra que um dia 
Acabem a fome e miséria, 
Haja paz e harmonia.
João Pessoa, Paraíba, Brasil
Francisco Diniz
Fones: (83) 3243-6724 (83) 8862-8587 Site: 
E-mail: literaturadecordel@bol.com.br 
FONTE http://literaturadecordel.vila.bol.com.br/



  1. Sobre a Literatura de Cordel estudada em sala de aula, responda: Por que essa poesia é um cordel?




Veja a imagem abaixo e responda:



9.    Esse texto, como a poesia e a linguagem que expressa um outro sentimento, usa:

a)    Denotação, sentido real da palavra.
b)    Conotação, sentido figurado da palavra.
c)    Denotação, sentido figurado da palavra.
d)    Conotação, sentido real da palavra.


Leia o texto e responda o que se pede:


Senhor,
Fazei-me instrumento de vossa paz
Onde houver ódio que eu leve o amor
Onde houver ofensa que eu leve o perdão
Onde houver discórdia que eu leve união
Onde houver dúvida que eu leve a fé
Onde houver erro que eu leve a verdade
Onde houver desespero que eu leve a esperança
Onde houver tristeza que eu leve alegria
Onde houver trevas que eu leva a luz

Oh, Mestre,
Fazei que eu procure mais
Consolar que ser consolado
Compreender que ser compreendido
Amar que ser amado
Pois é dando que se recebe
É perdoando que se é perdoado
E é morrendo que se vive
Para a vida eterna

Oh, Mestre,
Fazei que...


10.  Na primeira estrofe do texto Oração de São Francisco, repete-se sempre o termo “Onde houver” que caracteriza uma figura de linguagem. Qual é essa figura de linguagem encontrada no texto:


a)    Anáfora
b)    Catacrese

c)    Metáfora
d)    Ironia