domingo, 21 de abril de 2013

Prova


Prova de literatura

Serie: 7º ano

Leia o texto abaixo:

 

 “A Carta”, de Pero Vaz de Caminha, escrita ao rei d. Manuel, é um verdadeiro registro de nascimento do Brasil. Nela observamos o deslumbramento com a nova terra, os equívocos sobre as riquezas e as intenções do colonizador português. Com “A Carta” de Caminha teve início o período da literatura informativa sobre o Brasil.

 

Carta a el-rei d. Manuel

Pero Vaz de Caminha

1º trecho

 

Neste mesmo dia, a hora de véspera, houvemos vista de terra! A saber, primeiramente de um grande monte, muito alto e redondo; e de outras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos; ao qual monte alto o capitão pôs o nome de O Monte Pascoal e à terra A Terra de Vera Cruz!

 

2º trecho

 

E dali avistamos homens que andavam pela praia, uns sete ou oito, segundo disseram os navios pequenos que chegaram primeiro. [...] A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Nem fazem mais caso de encobrir ou deixa de encobrir suas vergonhas do que de mostrar a cara. Acerca disso são de grande inocência.

 

3º trecho

 

O Capitão, quando eles vieram, estava sentado em uma cadeira, aos pés uma alcatifa por estrado; e bem vestido, com um colar de ouro, mui grande, ao pescoço. [...]Todavia um deles fitou o colar do Capitão, e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra, e depois para o colar, como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. E também olhou para um castiçal de prata e assim mesmo acenava para a terra e novamente para o castiçal, como se lá também houvesse prata!

 

4º trecho

 

E uma daquelas moças era toda tingida de baixo a cima, daquela tintura e certo era tão bem feita e tão redonda, e sua vergonha tão graciosa que a muitas mulheres de nossa terra, vendo-lhe tais feições envergonhara, por não terem as suas como ela.

 

5º trecho

 

Nela até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal, ou ferro; nem lha vimos. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como os de Entre-Douro-e-Minho, porque neste tempo d'agora assim os achávamos como os de lá. Águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas que tem! Contudo, o melhor fruto que dela se pode tirar parece-me que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar.

 

1.    Em que trecho Caminha registra o primeiro choque cultural sofrido pelos portugueses? O que causou esse choque?

 

(    )  No 2º trecho, com a nudez dos índios.          

(    ) No 5º trecho, com a cobiça dos europeus.

 

2.    Ao estabelecer uma semelhança (analogia) física entre o índio e o europeu, Caminha valoriza quase sempre o índio. Marque a única passagem em que ocorre essa valorização.

 

(    ) Com a frase: “de bons rostos e bons narizes, bem feitos” ( 2º trecho)

(    ) Com a frase: “e de terra chã, com grandes arvoredos” (1º trecho)

 

3.    Soma-se a perfeição física a inocência dos homens primitivos, ainda não contaminados pela civilização, naturalmente bons como Deus os fez e beneficiados pelo contato com a natureza. Essa ideia está contida em que trechos da Carta?

 

(    ) No 2º e 4º trechos.                                                           (    ) No 2º  e 3º trechos.

 

4.    Qual é o grande interesse dos portugueses, presente em vários trechos da Carta?

 

(    ) O interesse pelo desenvolvimento do Brasil.          

(    ) O interesse pelas riquezas mineiras.

 

Leia o texto abaixo e responda:

Manifesto Slow Food


O movimento internacional Slow Food começou oficialmente quando representantes de 15 países endossaram este manifesto, escrito por um dos fundadores, Folco Portinari, em 09 de Novembro de 1989."O nosso século, que se iniciou e tem se desenvolvido sob a insígnia da civilização industrial, primeiro inventou a máquina e depois fez dela o seu modelo de vida. Somos escravizados pela rapidez e sucumbimos todos ao mesmo vírus insidioso: a Fast Life, que destrói os nossos hábitos, penetra na privacidade dos nossos lares e nos obriga a comer Fast Food. O Homo sapiens, para ser digno desse nome, deveria libertar-se da velocidade antes que ela o reduza a uma espécie em vias de extinção. Um firme empenho na defesa da tranqüilidade é a única forma de se opor à loucura universal da Fast Life. Que nos sejam garantidas doses apropriadas de prazer sensual e que o prazer lento e duradouro nos proteja do ritmo da multidão que confunde frenesi com eficiência. Nossa defesa deveria começar à mesa com o Slow Food. Redescubramos os sabores e aromas da cozinha regional e eliminemos os efeitos degradantes do Fast Food. Em nome da produtividade, a Fast Life mudou nossa forma de ser e ameaça nosso meio ambiente. Portanto, o Slow Food é, neste momento, a única alternativa verdadeiramente progressiva. A verdadeira cultura está em desenvolver o gosto em vez de atrofiá-lo. Que forma melhor para fazê-lo do que através de um intercâmbio internacional de experiências, conhecimentos e projetos? Slow Food garante um futuro melhor. Slow Food é uma idéia que precisa de inúmeros parceiros qualificados que possam contribuir para tornar esse (lento) movimento, em um movimento internacional, tendo o pequeno caracol como seu símbolo."
Folco Portinari, em 09 de Novembro de 1989

 

5.    Nesse texto, qual é o objetivo?

(     ) Passar informações.

(     ) Falar sobre o dia a dia.

6.    No geral, em que veículos são transmitidas?

(     ) Jornais, revistas, internet e cartas.

(     ) Jornais, revistas, internet e rádios.

7.    Observe a linguagem empregada no texto. Que variedade lingüística ele apresente? Por quê?

(     ) Padrão, culta-formal, pois indica que todas as classes vão ler.

(     ) Padrão, informal – coloquial, pois somente pessoas alfabetizadas compreendem.

8.    Em que pessoa verbal foi redigida a personagem? Por quê?

(     ) 3ª pessoa, pois é impessoal.

(     ) 3ª pessoa, pois é pessoal.

9.    Que tempo verbal predomina nele, e qual seria a razão desse emprego?

(     ) Passado, pois os fatos foram provados anteriormente.

(     ) Presente, pois os fatos são provados e confirmados.

Leia o texto abaixo e responda as questões propostas:

Leia a crônica abaixo e responda o que se pede
Homem que é homem
Luís Fernando Veríssimo.

Homem que é Homem não usa camiseta sem manga, a não ser para jogar basquete. Homem que é Homem não gosta de canapés, de cebolinhas em conserva ou de qualquer outra coisa que leve menos de 30 segundos para mastigar e engolir. Homem que é Homem não come suflê. Homem que é Homem — de agora em diante chamado HQEH — não deixa sua mulher mostrar a bunda para ninguém, nem em baile de carnaval. HQEH não mostra a sua bunda para ninguém. Só no vestiário, para outros homens, e assim mesmo, se olhar por mais de 30 segundos, dá briga.

HQEH só vai ao cinema ver filme do Franco Zeffirelli quando a mulher insiste muito, e passa todo o tempo tentando ver as horas no escuro. HQEH não gosta de musical, filme com a Jill Clayburgh ou do Ingmar Bergman. Prefere filmes com o Lee Marvin e Charles Bronson. Diz que ator mesmo era o Spencer Tracy, e que dos novos, tirando o Clint Eastwood, é tudo gay.

HQEH não vai mais a teatro porque também não gosta que mostrem a bunda à sua mulher. Se você quer um HQEH no momento mais baixo de sua vida, precisa vê-lo no balé. Na saída ele diz que até o porteiro é gay e que se enxergar mais alguém de malha justa, mata.

E o HQEH tem razão. Confesse, você está com ele. Você não quer que pensem que você é um primitivo, um retrógrado e um machista, mas lá no fundo você torce pelo HQEH. Claro, não concorda com tudo o que ele diz. Quando ele conta tudo o que vai fazer com a Feiticeira no dia em que a pegar, você sacode a cabeça e reflete sobre o componente de inerente à jactância sexual do homem latino. Depois começa a pensar no que faria com a Feiticeira se a pegasse. Existe um HQEH dentro de cada brasileiro, sepultado sob camadas de civilização, de falsa sofisticação, de propaganda feminina e de acomodação. Sim, de acomodação. Quantas vezes, atirado na frente de um aparelho de TV vendo a novela das 8 — uma história invariavelmente de humilhação, renúncia e superação femininas — você não se perguntou o que estava fazendo que não dava um salto, vencia a resistência da família a pontapés e procurava uma reprise do Manix em outro canal? HQEH só vê futebol na TV. Bebendo cerveja. E nada de cebolinhas em conserva! HQEH arrota e não pede desculpas.

 

 

10.  A inspiração para uma crônica pode vir de várias fontes: da vida do próprio cronista, de fatos que ele observa ou mesmo do noticiário.  Nesse texto, que aspecto da vida do cronista serviu como ponto de partida para o desenvolvimento do texto? Marque.

 

a)    Observou a vida diária do homem.

b)    Observou as falas dos homens.

 

11.  O narrador é personagem ou observador? Marque.

 

a)    Personagem, pois participa da historia.

b)    Observador, pois não participa da historia.

 

12.  A crônica pode ter como objetivo fazer o leitor refletir, de forma crítica, sobre o tema abordado, ou apenas entreter esse leitor. Qual é o objetivo da crônica lida? Marque.

 

a)    Criticar                                      b) Entreter                               c) Refletir.

 

Leia o texto abaixo e responda as questões:

O Natal de Joca e Clarinha

De Emílio Carlos

(Entram Joca e Clarinha)
JOCA – Oi pessoal. Eu disse: oi pessoal!
CLARINHA – Oi pessoal.
JOCA – Gente: eu estou muito feliz hoje!
CLARINHA – Por que, Joca?
JOCA – Porque a gente ta pertinho do... Natal!!!!
CLARINHA – Êba!
JOCA – Eu espero o ano inteiro pelo Natal.
CLARINHA – Eu também.
JOCA – E sabem por que é que eu gosto do natal?
CLARINHA – Por que?
JOCA – Porque a gente ganha... presentes!!!!! Eu até já fiz uma lista, viu?
CLARINH
A – Fez lista de presentes?
JOCA – É
, claro. Quer ver? Pro papai eu pedi um carrinho. E pra mamãe eu pedi um robô de controle remoto.
CLARINHA – Joca...
JOCA – (sem ouvir) Pro meu tio João eu pedi um carrão. E pro meu padrinho eu pedi um joguinho

 

13.  O texto teatral apresenta, em geral, os mesmos elementos básicos do texto narrativo: fatos, personagens, tempo e lugar. Quem são os personagens e quais são os fatos?

 

14.   Faça um resumo de, no mínimo, 7 linhas sobre o livro Érica e seus caminhos de amor.