terça-feira, 11 de julho de 2017

PROPOSTA DE REDAÇÃO Tema A questão racial no Brasil



Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo (opinião com argumentos) em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema A questão racial no Brasil , apresentando proposta de conscientização social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

 

Direitos humanos

 

“O Brasil é um país estruturalmente racista”


“Você não pode enfiar uma faca de nove polegadas nas costas de uma pessoa, puxar seis polegadas para fora, e chamar isso de progresso!”.  A frase de Malcolm X, que foi um dos grandes defensores dos direitos dos negros nos Estados Unidos, é repetida por Douglas Belchior, 34, expoente do movimento negro paulistano e  blogueiro da Carta Capital, para ilustrar a situação racial no Brasil. “Menos de ¼ da história do Brasil aconteceu livre da escravidão. Até agora nós tivemos avanços pontuais, mas nenhuma grande mudança, especialmente de mentalidade.” “O Brasil é um país cultural e estruturalmente racista, construído sobre a escravidão e que nos anos 30 desenvolveu um discurso sui generis para substituir o discurso da supremacia racial, a grande criação política e ideológica de Gilberto Freyre (Casa-Grande & Senzala), a ideia da democracia racial. Esse pensamento, que sugere a miscigenação tranquila e fraterna entre brancos, negros e índios, na verdade serve até hoje para cimentar a opressão racial, uma das bases fundamentais para a manutenção das desigualdades sociais no Brasil” diz ele, professor de história formado pela PUC e membro do conselho da UNEafro Brasil.
No Brasil não aconteceu a segregação racial violenta que tomou conta dos Estados Unidos especialmente nos anos 60 do século XX, mas isso não significa que a vida dos negros tenha se desenvolvido de maneira muito melhor. “Nos EUA o conflito racial apareceu mais marcado, explícito, diferente do Brasil onde sua presença é negada, velada e maquiada apesar de socialmente presente e permanente em nossas vidas”, diz.
Por aqui, ele ressalta, o racismo está inserido no modo geral de ver o mundo e em todos os espaços sociais, inclusive em programas de televisão que aparentemente parecem grandes progressos como o Esquenta! de Regina Casé, na Globo. “Apesar do esforço de Casé e de sua luta em defesa da dignidade do povo preto e pobre, o programa reproduz o ideal de miscigenação alienante, como já disse o ativista negro Izaqueu Alves, do Midia Preta-RJ. Você vê e pensa que ele é ótimo, não é? Pensa que é um avanço, cheio de pretos dando entrevista”, diz. “Mas depois você vê que é o mesmo estereótipo de sempre, a mesma representação do negro, do lugar social do negro. É a democracia racial ao vivo, a cores e com discurso e estética superrenovada. É a propaganda da conciliação de classes explícita onde o Olodum e o Afrorregae aparecem como amigos da Fiesp ou do Agronegócio. Pretos sorridentes e felizes interagindo com artistas brancos igualmente sorridentes com seu status quo bem resolvido, juntos e misturados, como se isso se repetisse no cotidiano da vida. Mas sabemos que não é assim.”
O racismo está presente na atuação das forças de repressão do estado, quando classificam “todo preto como suspeito, como aconteceu em Campinas, através de uma ordem oficial do comando da PM”, está estampado no número de mortes de negros anualmente. “É extremamente importante que a Comissão da Verdade e o movimento pelos direitos humanos no Brasil passem a limpo a história da ditadura militar. Temos que fazer o mesmo com a História da escravidão e com o conflito racial e o genocídio que é promovido hoje contra jovens negros.

Disponível em: <eliteconcursos.blogspot.com>. Acesso em: 03 de maio de 2013.

INSTRUÇÕES
·                     O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado. O mesmo não será corrigido.
·                     O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
·                     A redação deve conter, no mínimo, 15 (quinze) linhas escritas.
·                     A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo (opinião) – argumentativo (argumentos) receberá nota zero.
A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.