domingo, 23 de dezembro de 2012

Material do Romantismo - Prosa


Romantismo – prosa
Autores
Joaquim Manuel de Macedo
À maneira das modernas novelas de televisão, depois de 1830, surgiram os folhetins, os chamados romances românticos europeus publicados nos jornais brasileiros e que aumentavam extraordinariamente a tirarem dos periódicos.
Em 1844, com a obra A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, surge o verdadeiro romance romântico brasileiro, adaptado ao nosso cenário, que estuda a psicologia feminina e observa e retrata os costumes, as manias e as mediocridades da sociedade carioca da época. O livro alcançou êxito invulgar.
Macedo soube como ninguém adaptar o romance romântico europeu ao nosso ambiente, satisfazendo o publico leitor da época. Retornando sempre as mesmas formulas, escreveu historias singelas, cheias de sentimentalismo, cujo cenário era o meio natural e social do Rio de Janeiro e a sociedade pequeno-burguesa do século XIX. Nas ruas, nas festas públicas e nos saraus vamos encontrar suas personagens: estudantes, comerciantes, funcionários públicos, comadres, alcoviteiras e caixeiros. Suas narrativas sempre tem um final feliz, depois de muitos obstáculos e peripécias que vão se desfazendo até o desenlace.

Texto
A moreninha
O sarau
Em um sarau todo mundo tem que fazer. O diplomata ajusta, com um copo de champanha na mão, os mais intrincados negócios; todos murmuram, e não há quem deixe de ser murmurado. O velho lembra-se dos minuetes e das cantigas de seu tempo, e o moço goza de todo os regalos de sua época; as moças são no sarau como as estrelas no céu; estão no seu elemento; (...) daí a pouco vão as outras, pelos braços de seus pares, se deslizando pela sala e marchando em seu passeio, mais a compasso que qualquer de nossos batalhões da Guarda Nacional, ao mesmo tempo que conversam sempre sobre objetos inocentes que movem olhaduras e risadinhas apreciáveis. Outras criticam de uma gorducha vovó, que ensaca nos bolsos meia bandeja de doces que veio para o chá, e que ela levava aos pequenos que, diz, lhe ficaram em casa. Ali vê-se um ataviado dândi que dirige mil finezas a uma senhora idosa, tendo os olhos pregados na sinhá, que senta-se ao lado. Finalmente, no sarau não é essencial ter cabeça nem boca, porque, para alguns, é regra, durante ele, pensar pelos pés e falar pelos olhos.
E o mais é que nós estamos num sarau. Inúmeros batéis conduziram da corte para a ilha de ... senhoras e senhores, recomendáveis por caráter e qualidades; alegre, numerosa e escolhida sociedade enche a grande casa, que brilha e mostra em toda parte borbulhar o prazer e o bom gosto.
Entre todas essas elegantes e agradáveis moças, que com aturado empenho se esforçam para ver qual delas vence em graça, encantos e donaires, certo sobrepuja a travessa Moreninha, princesa daquela festa.
1.     Que grupo social do século XIX é focalizado pelo narrador?
2.     Por que o dândi procura parecer simpático à velha senhora?
3.     Que expressões do narrador revelam o critério de escolha dos convidados para o sarau?
4.    Com base na leitura desse trecho de A moreninha, justifique a afirmação: O romance giro em torno de frivolidades (futilidade. Coisa de pouco valor).
Os sertanistas românticos
Bernardo Guimarães, Franklin Távora e Visconde de Taunay têm em comum o fato de procurarem descrever um Brasil não – litorâneo e não contaminado na nossa ficção. Por isso, são também conhecidos como sertanistas.
·         Bernardo Guimarães
Considerado o criador do romance sertanejo e regional, ambientado em Minas Gerais e Goiás, suas obras mais conhecidas são O Seminarista e A escrava Isaura.
Em O Seminarista, o autor narra o drama de Eugenio e Margarida, ligados desde a infância por um forte sentimento de amor. Obrigado a ir para um seminário, Eugenio acaba se tornando padre. De volta à sua cidade, é chamado para confortar uma pessoa doente, Margarida. Aos se reencontrarem, consumam o antigo amor. Margarida acaba morrendo e Eugenio, pouco antes de rezar sua primeira missa, enlouquece de dor sentimental e crise moral.
Em A escrava Isaura, o autor focaliza o drama da escravidão. Isaura, linda moça educada e de traços brancos, vive aprisionada na fazenda de Leôncio, que a persegue. No final, é salva por Álvaro, rico herdeiro de uma família abolicionista.
·         Franklin Távora
Apesar de ter sido um dos fundadores do regionalismo brasileiro, propondo uma literatura baseada na realidade, na historia, na geografia e nos costumes locais, produziu romances enfadonhos. Não conseguiu realizar suas intenções realistas e naturalistas, deixando que em sua obra se impusesse o convencionalismo. O principal livro foi O cabeleira (1876).

·         Visconde de Taunay
Romântico pelo idealismo sentimental e realista pelas descrições da natureza, às vezes com observações minuciosas e nota cientificas sobre a fauna e a flora. Taunay é um escritor de transição que se tornou famoso graças a duas obras: Inocência e A retirada da Laguna, esta última sobre um episódio ocorrido na Guerra do Paraguai.
Em Inocência, obra regionalista, narra a historia de Inocência, que se apaixona por Cirino, um falso medico, apesar de ser prometida a Manecão. A história, uma espécie de Romeu e Julieta, termina com a morte de Inocência e Cirino.
O encilhamento (1894) é uma obra importante sobre a corrupção financeira nos primeiros anos da República.
·         José de Alencar
Ele é o principal ficcionista romântico brasileiro. Construiu uma obra de inspiração nacionalista, traçando um variado painel da nossa realidade. Explorou a lenda, a historia, os costumes da sociedade, a política e a vida colonial. Seus assuntos eram o homem e a terra brasileira, o Brasil do campo e o das cidades. É também o maior expoente do indianismo.
Sua obra separa definitivamente a literatura brasileira da portuguesa, pois seu conteúdo era nacional e também procurava-se uma sintaxe brasileira, introduzindo nos romances construções tipicamente nacionais e palavras indígenas.
Por ser vasta, sua obra é dividida em 4 grupos:

ü  Indianista. Em textos de forte conteúdo lírico e fundamentação mais lendária do que histórica, Alencar soube contrastar a ganância e a falsidade do civilizado europeu com o mito do bom selvagem, a quem dá características de fidalgo. A incorporação do vocabulário tupi e atenção de costumes indígenas também marcam sua prosa indianista, do qual fazem parte os romances: O guarani (1857); Iracema (1865) e Ubirajara (1874).
Texto
O guarani
Peleja
Quando a família de D. Antônio de Mariz gozava dos primeiros momentos de tranqüilidade que sucediam a tantas aflições, soou um grito na escada de pedra.
Cecília levantou-se estremecendo de alegria e felicidade; tinha reconhecido a voz de Peri.
No momento em que ia correr ao encontro do seu amigo, mestre Nunes já tinha abaixado uma prancha que servia de ponte levadiça, e Peri chegava à porta da sala.
D. Antônio de Mariz, sua mulher e sua filha ficaram mudos de espanto e terror; Isabel caiu fulminada, como se a vida lhe faltasse de repente.
Peri trazia nos seus ombros o corpo inanimado de Álvaro; e no rosto uma expressão de tristeza profunda. Atravessando a sala, depôs sobre o sofá o seu fardo precioso, e olhando o rosto lívido daquele que fora seu amigo, enxugou uma lágrima que lhe corria pela face.
Nenhuma das pessoas presentes se animava a quebrar o silêncio solene que envolvia aquela cena lúgubre; os aventureiros que haviam acompanhado Peri quando passara no meio deles correndo, pararam na porta, tomados de compaixão e respeito por aquela desgraça.
Cecília nem pôde gozar da alegria de ver Peri salvo; seus olhos, apesar dos sofrimentos passados, ainda tinham lágrimas para chorar essa vida nobre e leal que a morte acabava de ceifar. Quanto a D. Antônio de Mariz, sua dor era de um pai que havia perdido um filho; era a dor muda e concentrada que abala as organizações fortes, sem contudo abatê-las.
Depois dessa primeira comoção produzida pela chegada de Peri, o fidalgo interrogou o índio e ouviu de sua boca a narração breve dos acontecimentos, cuja peripécia tinha diante dos olhos.
Eis o que havia passado. (...) O sol tinha raiado havia horas; Peri, acabada a sua refeição, caminhava pensativo, quando ouviu uma descarga de armas de fogo, cujo estrondo reboou pelo âmbito da floresta.
Lançou-se na direção dos tiros, e a pouca distancia, num claro da mata, descobriu um espetáculo grandioso.
Álvaro e os seus nove companheiros divididos em duas colunas de cinco homens, com as costas apoiadas às costas uns dos outros, estavam cercados por mais de cem Aimorés que se precipitavam sobre eles com um furor selvagem.
Mas as ondas dessa torrente de bárbaros que soltavam bramidos espantosos, iam quebrar-se contra essa pequena coluna, que não parecia de homens, mas de aço; as espadas jogavam com tanta velocidade que a tornavam impenetrável; no raio de uma braça o inimigo que se adiantava caia morto.
Havia uma hora que durava esse combate, começado com armas de fogo; mas os Aimorés atacavam com tanta fúria, que breve tinham chegado a luta corpo a corpo e à arma branca.
No momento em que Peri assomava à margem da clareira, um incidente veio modificar a face do combate.
O aventureiro que dava as costas a Álvaro, levado pelo ardor da peleja, adiantou-se alguns passos para ferir um inimigo; os selvagens o envolveram, deixando a coluna interrompida e Álvaro sem defesa.
Entretanto o valente cavalheiro continuava a fazer prodígios de valor e de coragem; cada volta que descrevia sua espada era um inimigo de menos, uma vida que se extinguia a seus pés num rio de sangue. Os selvagens redobravam de furor contra ele, e cada vez o seu braço ágil movia-se com mais segurança e mais certeza, fazendo jogar como um raio a lamina de aço que mal se via brilhar nas suas rápidas evoluções.
Desde porém que os Aimorés viram o moço sem defesa pelas costas, e exposto aos seus golpes, concentraram-se nesse ponto; um deles adiantando-se, ergueu com as duas mãos a pesada tangapema e atirou-a ao alto da cabeça de Álvaro.
O moço caiu; mas na sua queda a espada descreveu ainda um semi-círculo e abateu o inimigo que o tinha ferido à traição; a dor violenta dera a esse último golpe uma força sobrenatural.
Quando os índios iam precipitar-se sobre o cavalheiro, Peri saltou no meio deles, e agarrando a espingarda que estava a seus pés, fez dela uma arma terrível uma clava formidável, cujo poder em breve sentiram os Aimorés.
Apenas se viu livre do turbilhão dos inimigos, o índio tomou Álvaro nos seus ombros, e abrindo caminho com a sua arma temível, lançou-se pela floresta e desapareceu. Alguns o seguiram; mas Peri voltou-se e fê-los arrepender-se de sua ousadia; livrando-se do peso que levava, carregou a espingarda com as munições que Álvaro trazia e mandou uma bala àquele que o perseguia mais de perto; os outros, que já o conheciam pelo combate da véspera, retrocederam. A idéia de Peri era salvar Álvaro, não só pela amizade que lhe tinha, como por causa de Cecília, que ele supunha amar o cavalheiro; vendo porém que o corpo continuava inanimado, acreditou que Álvaro estava morto.
Apesar disto não desistiu do seu propósito; morto ou vivo devia levá-lo àqueles que o amavam, ou para o restituírem à vida, ou para derramarem sobre o seu corpo o pranto da despedida

1.     Que característica da casa de D. Antonio de Mariz nos lembra um castelo medieval?
2.     Como pode ser caracterizado o sentimento de Peri em relação à morte de Álvaro?
3.    O que pretendeu o narrador ao demonstrar ao leitor o caráter extremamente humano e sentimental de Peri?
4.     Apesar de se inscrever na temática indianista, o narrador focaliza personagens do início da nossa colonização. Que caráter isso dá ao texto?

ü  Histórico. Mais baseados em imaginação do que nos fatos, referem-se às conquistas definitivas da terra brasileira e a ambição de imigrantes e aventureiros interessados nas riquezas da nova terra. Alencar procurou também representar as nossas origens e formação como povo. Os principais romances são: As minas de prata (1865) e A guerra dos mascates (1873).


ü  Urbano. Tratando da vida carioca de então; apresenta-nos dramas morais e tipos femininos complicados. O amor, o casamento por interesse, a sociedade patriarcal e a importância do dinheiro estão presentes nos enredos que teceu. Pertencem a essa vertente: Cinco minutos (1856), A viuvinha (1860), Lucíola (1862), Diva (1864), A pata da gazela (1870), Sonhos d’ouro (1872), Senhora (1875) e Encarnação (1893).

ü  Regionalista. Traça um painel das principais regiões do país: o extremo sul, o interior fluminense, o planalto paulista e o Nordeste, fazendo uma descrição de hábitos e costumes dessas regiões. Principais livros: O gaúcho (1870), O tronco do ipê (1871), O sertanejo (1875).

Texto
Senhora
O resgate
O fragmento que vamos ler pertence ao último capítulo do romance Senhora. O enredo é o seguinte: Fernando Seixas abandona a noiva, Aurélia Camargo, trocando-a por Adelaide, de quem não gosta, mas que possui um dote. Mais tarde, Aurélia recebe uma herança e, através do seu tutor, oferece 100 contos ao ex - noivo para se casarem. Casados, Aurélia passa a tratá-lo como um objeto comprado. Fernando ganha dinheiro na bolsa de valores e paga o resgate, após disso há uma conciliação para sempre. Depois de restituir o dinheiro a Aurélia, partindo o vínculo que os prendia, Seixas procura se justificar:
            — Ouça-me; desejo que em um dia remoto, quando refletir sobre este acontecimento, me restitua uma parte da sua estima; nada mais. A sociedade no seio da qual me eduquei, fez de mim um homem à sua feição; o luxo dourava-me os vícios, e eu não via através da fascinação o materialismo a que eles me arrastavam. Habituei-me a considerar a riqueza como a primeira força viva da existência, e os exemplos ensinavam-me que o casamento era meio tão legítimo de adquiri-la, como a herança e qualquer honesta especulação. Entretanto ainda assim, a senhora me teria achado inacessível à tentação, se logo depois que seu tutor procurou-me, não surgisse uma situação que aterrou-me. Não somente vi-me ameaçado da pobreza, e o que mais me afligia, da pobreza endividada, como achei-me o causador, embora in-voluntário, da infelicidade de minha irmã cujas economias eu havia consumido, e que ia perder um casamento por falta de enxoval. Ao mesmo tempo minha mãe, privada dos módicos recursos que meu pai lhe deixara, e de que eu tinha disposto imprevidentemente, pensando que os poderia refazer mais tarde!... Tudo isto abateu-me. Não me defendo; eu devia resistir e lutar; nada justifica a abdicação da dignidade. Hoje saberia afrontar a adversidade, e ser homem; naquele tempo não era mais do que um ator de sala; sucumbi. Mas a senhora regenerou-me e o instrumento foi esse dinheiro. Eu lhe agradeço. (...)
Seixas recuou um passo até o meio do aposento, e fez uma profunda cortesia, à qual Aurélia respondeu. Depois atravessou lentamente a câmara nupcial agora iluminada. Quando erguia o reposteiro ouviu a voz da mulher.
— Um instante! disse Aurélia.
— Chamou-me?
— O passado está extinto. Estes onze meses, não fomos nós que os vivemos, mas aqueles que se acabam de separar, e para sempre. Não sou mais sua mulher; o senhor já não é meu marido. Somos dois estranhos. Não é verdade?
Seixas confirmou com a cabeça.
— Pois bem, agora ajoelho-me eu a teus pés, Fernando, e suplico-te que aceites meu amor, este amor que nunca deixou de ser teu, ainda quando mais cruelmente ofendia-te.
A moça travara das mãos de Seixas e o levara arrebatadamente ao mesmo lugar onde cerca de um ano antes ela infligira ao mancebo ajoelhado a seus pés a cruel afronta.
1.     Que elemento do texto assinala a identificação entre o Romantismo e a classe burguesa?
2.     Como era a sociedade que Seixas vivia?
3.     O que levou Seixas a considerar a riqueza como a primeira força viva da existência?
4.    Como em outros romances românticos, o autor estrutura a sua narrativa com os seguintes tópicos: a harmonia inicial, a desarmonia e a harmonia final (Complicação, Clímax e Desenlace). Com base no resumo do enredo e no texto transcrito, identifique os elementos que estruturam cada um dos tópicos.
5.     Circule no texto a fala que caracteriza o amor romântico.

·         Manuel Antônio de Almeida
Foi um escritor de transição, pois em 1852 começa a publicar no suplemento A pacotilha, do Jornal Correio Mercantil (RJ), o romance Memórias de um sargento de milícias, no qual documentava os usos, costumes e a linguagem popular da época do reinado de d. João VI aqui no Brasil.
Além de registrar os hábitos, a moda, a maneira de viver das classes populares, ironizava certos aspectos do Romantismo. Uma de suas principais características é a crítica social e a objetividade da narrativa, antecipando o Realismo.

Texto
Memórias de um sargento de milícias
D. Maria chamou por sua sobrinha, e esta apareceu. Leonardo lançou-lhe os olhos, e a custo conteve o riso. Era a sobrinha de D. Maria já muito desenvolvida, porém que, tendo perdido as graças de menina, ainda não tinha adquirido a beleza de moça: era alta, magra, pálida: andava com o queixo enterrado no peito, trazia as pálpebras sempre baixas, e olhava a furto; tinha os braços finos e compridos; o cabelo, cortado, dava-lhe apenas até o pescoço, e como andava mal penteada e trazia a cabeça sempre baixa, uma grande porção lhe caía sobre a testa e olhos, como uma viseira. Trajava nesse dia um vestido de chita roxa muito comprido, quase sem roda, e de cintura muito curta; tinha ao pescoço um lenço encarnado de Alcobaça.
Por mais que o compadre a questionasse, apenas murmurou algumas frases ininteligíveis com voz rouca e sumida. Mal a deixaram livre, desapareceu sem olhar para ninguém. Vendo-a ir-se, Leonardo tornou a rir-se interiormente.
Quando se retiraram, riu-se ele pelo caminho à sua vontade. O padrinho indagou a causa da sua hilaridade; respondeu-lhe que não se podia lembrar da menina sem rir-se.
— Então lembras-te dela muito a miúdo, porque muito a miúdo te ris.
Leonardo viu que esta observação era verdadeira.
Durante alguns dias umas poucas de vezes falou na sobrinha da D. Maria; e apenas o padrinho lhe anunciou que teriam de fazer a visita do costume, sem saber por quê, pulou de contente, e, ao contrário dos outros dias, foi o primeiro a vestir-se e dar-se por pronto.

1.     Que elementos do enredo podemos classificar como nada românticos?
2.    Com relação a classe social, o que se observa ao compararmos as personagens de Manuel Antônio de Almeida com as personagens dos romances românticos?
3.     Que verdade estaria implícita na observação do padrinho de Leonardo?
4.     Por que Leonardo não pode ser caracterizado como um jovem cavalheiro romântico?