domingo, 22 de junho de 2014

Interpretação de texto - A menina dos fósforos



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Bimestre
TIPO B
Professor
MARCONILDO VIEGAS
Disciplina
REDAÇÃO
Série:
7º ano
Turma
Turno
Data
____/____/2013
Aluno(a):

·          Não serão consideradas questões sem cálculos ou rasuradas;
·          MARQUE apenas UMA ÚNICA opção QUANDO REALMENTE TIVER CERTEZA.
·          Não use corretivo;
·          Use somente caneta PRETA .
·          O Teste Escrito vale 5 pontos e o Teste On Line 5  pontos






AVALIAÇÃO PARCIAL

Veja o texto verbal e responda as questões. (1,5 pontos)

A Menina dos fósforos
Hans Christian Andersen

Estava muito frio, a neve caía e já estava começando a escurecer. Era a noite do último dia do ano. Uma menina descalça e sem agasalho andava pelas ruas, no frio e no escuro. Quando atravessou correndo para fugir dos carros, a menina perdeu os chinelos que tinham sido da mãe e eram grandes demais. Um ela não achou mais e um garoto levou o outro, dizendo que ia usar como berço quando tivesse um filho.
A menina já estava com os pés roxos de frio. Tinha um pacotinho de fósforos na mão e outro no avental velho. Naquele dia não tinha conseguido vender nada e estava sem um tostão (sem dinheiro). Com frio e com fome, ela andava pelas ruas morrendo de medo. A neve caía no cabelo cacheado, mas ela não podia pensar nem no cabelo nem no frio. As casas estavam iluminadas e havia por toda parte um cheirinho gostoso de assado de ano novo. Era nisso que ela pensava.
Num cantinho entre duas casas, ela se encolheu toda, mas continuava sentindo muito frio. Voltar para casa, nem pensar: sem dinheiro, sem ter vendido nada, era certo o castigo do pai. Além do mais, a casa deles também era muito fria, sem forro e com o telhado cheio de furos e emendas, por onde o vento entrava assobiando.
Com as mãos geladas, pensou em acender um fósforo. Conseguiu. A chama pequenina parecia uma vela na concha da mão. A menina se imaginou diante de uma lareira enorme com o fogo esquentando tudo e ela também. Mas logo a chama apagou e a lareira sumiu. Ela só ficou com o fósforo queimando na mão.
Acendeu outro que, brilhando, fez a parede ficar transparente. Ela viu a casa por dentro: a mesa posta, a toalha branca, a louça linda. O assado, o recheio, as frutas. Não é que o assado, com o garfo e faca espetados, pulou do prato e veio correndo até onde ela estava?
Mas o fósforo apagou e ela só viu a parede grossa e úmida.
Acendeu mais um fósforo e se viu junto de uma belíssima árvore de Natal.
Maior do que uma que tinha visto antes. Velinhas e figuras coloridas enchiam os galhos verdes. A menina esticou o braço e… o fósforo apagou. Mas as velinhas começaram a subir, a subir e ela viu que eram estrelas. Uma virou estrela cadente e riscou o céu.
-Alguém deve ter morrido. A avó – única pessoa que tinha gostado dela de verdade e que já tinha morrido – sempre dizia: “Quando uma estrela cai, é sinal de que uma alma subiu para o céu”.
A menina riscou mais um fósforo e, no meio do clarão, viu a avó tão boa e tão carinhosa, contente como nunca.
-Vovó, me leva embora! Sei que você não vai mais estar aqui quando o fósforo apagar. Você vai desaparecer como a lareira, o assado e a árvore de Natal.
E foi acendendo os outros fósforos para que a avó não sumisse. Foi tanta luz que parecia dia. E a avó ali, tão bonita, tão bonita. Pegou a menina no colo e voou com ela para onde não fazia frio e não havia fome nem dor. Foram para junto de Deus.
De manhãzinha, as pessoas viram no canto entre duas casas uma menina corada e sorrindo. Estava morta. Tinha morrido de frio na última noite do ano. Nas mãos, uma caixa de fósforos queimados.
-Ela tentou se esquentar, coitadinha.
Ninguém podia adivinhar tudo o que ela tinha visto, o brilho, a avó, as alegrias de um ano novo.

1.    Por que não adiantaria a menina voltar para casa naquela noite?

2.    Aos poucos a menina vai perdendo a noção da realidade, por que a menina passou a fantasiar os fatos?

3.    Há sempre nas narrativas (românticas) um final feliz. Pode – se dizer que neste texto há um final feliz? (Resposta válida com justificativa).

4.    Leia o texto abaixo e responda: (1 ponto)

Pessoas inteligentes comem muito chocolate


http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/files/2012/10/chocolate1.jpg



Comem chocolate, ficam inteligentes e ganham prêmios. Parece bobagem, mas existe uma relação entre o consumo de chocolate e os países onde vivem os vencedores do Prêmio Nobel.

E quem fez essa comparação realmente não tinha mais nada para fazer. O cardiologista Franz Messerli estava deitado num quarto de hotel quando parou para pensar sobre um estudo que mostrava como o flavonoide do cacau pode aprimorar nossas habilidades cognitivas. Aí ele começou a analisar se os países de onde mais saíam vencedores do Prêmio Nobel consumiam muito chocolate. E concluiu: quanto maior o consumo de chocolate per capita (kg/habitantes) de um país, maior o número de gênios premiados com o Nobel, a cada 10 milhões de pessoas.
Os suíços, por exemplo, que somam quase 8 milhões de pessoas, já levaram 29 premiações e comem chocolate para caramba – cada habitante come quase 10 quilos do doce por ano. A Suécia e Alemanha também. Seguindo a média encontrada pela pesquisa, para ganhar mais um Nobel, qualquer país precisa aumentar em 400 gramas o consumo anual de chocolate.
Bobeira? Total. Até o pesquisador sabe: ninguém vai ganhar um Nobel depois de se entupir de chocolate. Mas se esse pessoal inteligente curtia uma barra de chocolate, por que não seguir o exemplo?
Crédito da foto: flickr.com/feny





5. Indique a letra na qual as palavras completam (COM PALAVRAS HOMÔNIMAS – mesmo som e significado diferente), corretamente, os espaços das frases abaixo. (1 ponto)

·         Quem possui deficiência auditiva não consegue ______ os sons com nitidez.
·         Hoje são muitos os governos que passaram a combater o ______ de entorpecentes com rigor.
·         O diretor do presídio ______ pesado castigo aos prisioneiros revoltosos.

a) discriminar - tráfico - infligiu
b) discriminar - tráfico - infringiu
c) descriminar - tráfego - infringiu
d) descriminar - tráfego - infligiu
e) descriminar - tráfico - infringiu
6. No ______ do violoncelista ______ havia muitas pessoas, pois era uma ______ beneficente. (0,5 pontos)


a) conserto - eminente - sessão
b) concerto - iminente - seção
c) conserto - iminente - seção
d) concerto - eminente - sessão



7. Leia o texto abaixo e faça o que se pede: (1 ponto)
"Sempre lidamos com o excesso de informação"
O escritor diz que a sensação de estarmos diante de uma enxurrada de informações novas é permanente na evolução humana

http://s2.glbimg.com/LqDA8B1QBeGt0CrkC2i6icWCkI3_E72DFY8VtT8vyNDO6ZyEuradtTMPgYXlR6M1/e.glbimg.com/og/ed/f/original/2013/06/07/785_james1_1.jpgO escritor americano James Gleick não pode ser acusado de falta de ambição. Há sete anos, ele decidiu escrever um livro sobre a história da informação e sua influência sobre a humanidade – da invenção da escrita cuneiforme (dos egípcios – com símbolos) aos programas de computador que tornaram possível a era digital. O resultado de sua extensa pesquisa está em A informação: uma história, uma teoria, uma enxurrada (Companhia das Letras, 528 páginas, R$ 59,50). No livro, Gleick analisa a importância das inovações que revolucionaram a relação do homem com a informação e afirma que, apesar dos avanços, ainda somos incapazes de processar e interpretar todos os dados que produzimos. “Esse é um desafio constante”, diz. “Hoje, somos participantes ativos de um processo que consiste em filtrar a informação útil da inútil e ajudar os outros a fazer o mesmo.”

ÉPOCA – A abundância de informações garante sabedoria e conhecimento?
Gleick –
 Não. Informação não é conhecimento, e conhecimento não é sabedoria. Qualquer um que estuda a história da teoria da informação sabe disso. Esse é o paradoxo (diferença) que meu livro aborda. Sabemos que temos acesso a mais informação do que em qualquer outro momento da história humana. Temos a habilidade de encontrar qualquer resposta factual (senso comum – o que é diário), simplesmente ao digitar uma pergunta na internet. Mas ninguém acredita ser mais inteligente por isso.
ÉPOCA – Em que período histórico a humanidade testemunhou seu maior salto de informação?
Gleick – A resposta fácil seria dizer que estamos no meio dela, com bilhões ao redor do mundo continuamente interconectados. É uma experiência nova na história humana, e somente estamos começando a entender aonde chegaremos com ela. Sei que vivemos um período como nunca visto anteriormente, mas tudo faz parte de um processo contínuo de aprendizado. Há 150 anos, quando o telégrafo surgiu, muitos afirmaram que aquela tecnologia aniquilaria o tempo e o espaço e criaria uma comunidade global, assim como a internet agora. Por isso, é importante que, mesmo maravilhados com o que acontece hoje no mundo, saibamos que nossos ancestrais também ficaram atônitos com as tecnologias que surgiram em sua época.

·         Que tipo de texto é esse?
a) Narrativa de aventura, pois é um gênero textual que aborda situações reais ou fictícias, nas quais os protagonistas enfrentam obstáculos e perigos para alcançar seus objetivos.
b)    Entrevista, pois é um gênero textual que se caracteriza por ter um título que se destaca a ideia central e uma curta apresentação do entrevistado e do tema. Em seguida, vem as perguntas ao entrevistado.
c)     Reportagem, pois é um gênero textual da esfera jornalística que apresenta um determinado assunto, no caso de mascar chiclete e a inteligência.
d)     Crônica Literária, pois é um gênero textual em que pode predominar a narração e pode fazer o leitor refletir ou se emocionar.